quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rebeca Medeiros


Nome: Rebeca Barbosa de Medeiros.

Cidade: Recife-PE.

Idade: 21 anos.


Fale um pouco sobre você:
Bem... Além de treinar parkour eu estudei teatro durante dois anos até concluir recentemente o nível básico. Sou artista plástica, visual, de moda, arte é comigo mesmo. Também tenho um chamego por fotografia e photoshop. Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado amigos por todo esse país através do parkour. Ou seja, não mexam com meus amigos, eles são um tesouro valioso que agarrei com unhas e dentes.

Há quanto tempo você treina?
Fiz dois anos no dia 12 de outubro de 2012, na verdade não tenho uma data certa, só sei que comecei no III encontro pernambucano de parkour e neste ano tivemos o V nesta data, por isso os 2 anos.



Como você conheceu o parkour?
Acho que eu tinha 13, 14 anos quando assisti uma matéria no esporte espetacular e achei muito massa, mas não pra mim. Em 2008 estudei com Renato (tracer) que em quase todos os intervalos ia ao pátio e pulava o muro da escola, fazia bandeira no ferro, umas firulas e tal, e eu ria muito com ele, tanto que hoje ele está no circo e não tem mais tempo para treinar assiduamente... rsrs...mas na época ele treinava no geraldão e chegou a me contar um pouco sobre a disciplina, mas naquele tempo eu estava interessada mesmo em estudar teatro. Então em fevereiro de 2010 eu conheci o “David Potter” que acabou entrando na minha turma de teatro e me interessei por ele, e tal, fui bisbilhotar o Orkut dele e vi que ele praticava parkour, fiquei impressionada com os movimentos e aí gamei total, foi um pontapé inicial para eu me interessar a entender melhor a disciplina. E melhor ainda foi saber que garotas podiam treinar também. Não tive vontade de praticar porque eu não sou do tipo que finge gostar de algo pra conquistar alguém, Eu achava perigoso e radical demais pra mim, mas pesquisei bastante e tive interesse de presenciar um treino e foi daí que começou a minha paixão.

O que você viu no parkour?
No começo eu vi tudo como um conto de fadas, foi como se eu estivesse assistindo “Ela dança eu danço 3” . De repente o cara abre o portão do galpão e tem gente dançando break por todos os lados da maneira mais criativa possível. Foi assim a minha sensação quando cheguei no III EPPK, foi mágico. Quando entrei no Geraldão e conheci Adilson Veron (antigo instrutor) tive a oportunidade de entender que o meu lugar era ali, principalmente por eu estar passando por problemas emocionais e precisar ocupar a minha cabeça com coisas positivas. Esse era o meu alvo, e ainda é... Manter o meu foco no que é bom. Eu não acreditava muito no meu potencial.



O que o parkour significa para você?
Cara! O parkour foi uma estratégia de Deus pra salvar a minha vida. É minha alegria. Através dele eu aprendi a ser mais confiante. Putz! Eu achava que estava no fundo do poço e por não ter autoconfiança, os amigos foram mola para eu dar um salto, por isso dou tanta ênfase aos amigos que conheci através dos treinos, eles mudaram a minha vida. Eu não me sinto mais sozinha. Acredito que posso ir além agora e não desistir de evoluir nunca.

Quais foram os seus maiores desafios?
Na verdade, maiores desafios sempre haverão, quando eu solucionar um, outro aparecerá, são como estágios de video game que vão elevando o nível. Mas eu não sei se já manjo algum movimento 100%. Acho que sei fazer bastante coisa, porém, todas mal trabalhadas. Estou aperfeiçoando meus movimentos aos pouquinhos. Eu queria ter mais peito pra aprender as coisas com facilidade, eu teria evoluído muito mais se não tivesse medo, mas estou trabalhando a minha coragem. E também o desafio de tranqüilizar a família que tem todo um preconceito religioso com a maneira de vestir e se portar dos tracers. Onde às vezes tenho que ouvir coisas que me machucam bastante, e por mais que eu tente explicar o significado das coisas é complicado de compreenderem. Mas Deus está no controle de todas as coisas. Sei que um dia o parkour será mais valorizado pela sociedade e muitas mentes vão mudar de opinião e verão que eu não podia estar vivenciando uma arte melhor. Sou feliz por cada manchinha roxa na minha canela, pelos braços e pernas musculosos, pelos calos nas mãos e os arranhões nos pulsos... rsrsrsrs . E é isso, o parkour é uma filosofia de vida que se for da vontade de Deus seguirei pelo resto da minha vida, da maneira mais fluente a cada dia, e quero levar motivação através dos treinos a quantas pessoas eu puder ajudar.


Obrigada minhas traceuses brutas e lindas por essa oportunidade de me expressar.
Muito FOCO, FLOW, FÉ e FORÇA para todas vocês.

3 comentários:

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  2. E então mulé... saudades da pitomba de escutar tua gargalhada... e de ver tua cara de tranquilidade fazendo o triângulo e não diamante...rssrrs

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