domingo, 24 de julho de 2016

I ENCONTRO FEMININO DE PARKOUR DO CEARÁ

por Mariana Carresi


Meu nome é Mariana, sou praticante de parkour do Recife - PE e treino há mais ou menos 1 ano e meio.
Quando soube do Encontro Feminino que aconteceria em Fortaleza, logo me animei a ir.
O vídeo chamada, o evento no Facebook, a receptividade e a disposição da traceuse Natália em me receber foram os atrativos. Minhas férias e as passagens com um preço bom foram os pontos decisivos.
Arrumei a mala e fui.


Como fiquei na casa de Natália, que estava à frente da organização do evento, pude ter uma visão, de perto, dos "perrengues".
A impressão que ficou para mim, especificamente do encontro, foi: "tinha tudo para dar errado, mas deu certo".



"Primeiras vezes" já são, em geral, um pouco tensas, pois não há parâmetro, é a primeira experiência e, a partir dali, é que vão se construindo as "próximas vezes". Aconteceu que, na semana do encontro, tudo que havia sido planejado teve que ser repensado. O que, em geral, leva meses para ser organizado, teve que ser em alguns dias. Porém, para mim, saiu melhor que a encomenda. Ficamos na Escola Polivalente, na qual está havendo uma ocupação política. Os ocupantes abriram as portas para o Encontro e o resto foi se desenrolando. A própria escola é um pico de treino e, ao lado dela, há uma praça onde pudemos treinar também.

Senti falta de mais meninas participando. Mas acho que este desejo não se limita a mim: que os Encontros Femininos de Parkour tenham muito mais meninas. Senti falta de mais tempo em cada pico, para poder curtir e explorar melhor. E senti falta, principalmente, de forças para dar conta do encontro por completo. Fora isso, foi massa! Cada aprendizado, cada interação, cada novo contato... Foi tanta informação, tanta intensidade que, apesar do tempo ter passado voando, parecia uma semana inteira de experiências em apenas um final de semana.

Conversando com Natália, antes do início do encontro, lembro que falei algo assim: "planejamento foi feito para se prevenir ao erro, porque sempre algo vai dar errado". Depois dos dias passados em Fortaleza, quero reformular isso aí, diria que o planejamento é para se prevenir aos erros, mas, no final das contas, vai "dá" certo!



Espero que iniciativas como essa inspirem outras e que nós possamos comparecer ao máximo de encontros possíveis. Quero parabenizar as meninas de Fortaleza pela coragem e disposição. Agradecer e mandar um salve ao pessoal que se envolveu de alguma maneira na organização. E agradecer a Natália e a Letícia Bezerra por terem me adotado por esses dias.

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sábado, 9 de julho de 2016

Religuem meus joelhos, por favor! - Saori Matari

Hoje nos viemos compartilhar uma historia muito triste, da Saori.

A Saori é praticante de parkour (além de várias outras atividades físicas) de São Paulo, ela rompeu os ligamentos dos dois joelhos (por um acidente em trampolim acrobatico) e precisa de ajuda para a cirurgia. Segue o relato dela:

"Oi, me chamo Saori! Sou praticante e professora de parkour.
    
    Preciso de cirurgia nos dois joelhos por conta de um acidente que ocorreu em treino. Tenho lesões e rompimentos em alguns ligamentos tirando total estabilidade dos joelhos. O ultimo entorse ocorrido foi em um simples ato de descer uma escada (a cada entorse ocorrido são dias de dores insuportáveis e sem conseguir andar). A cirurgia de cada joelho fica em torno de 24.000,00 reais. Tento no hospital público já faz mais de um ano e a única resposta que tenho é "Não temos previsão para marcar as suas cirurgias".
    Tudo o que eu quero é ser uma profissional capacitada e dar 100% de mim. Eu agradeço todos aquele que puderem me apoiar de alguma forma.   GRATIDÃO!!"



Assistam ao vídeo para entender mais



Nesse link vocês podem contribuir com qualquer valor  https://www.vakinha.com.br/vaquinha/religuem-meus-joelhos-por-favor


Contato:
Instagram: @martaris2


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Resultado da votação do 8º Encontro Feminino de Parkour

Soem os tambores...



E após votação no grupo Parkour Feminino Brasil no Facebook, temos o resultado! Amargosa-BA será a cidade sede do Encontro em 2017.

Em breve teremos mais informações sobre o evento!! Bahia que nos aguarde! Vamos agitar Amargosa!!!

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terça-feira, 7 de junho de 2016

Votação - 8° Encontro Feminino de Parkour 2017

Acabou o prazo de inscrições e duas cidades se candidataram para sediar o 8° Encontro Feminino de Parkour. As candidatas são: Amargosa e São Paulo.
Você pode ler as propostas das cidades no link abaixo:
Candidatas 2017


A votação para a sede ocorrerá no grupo Parkour Feminino Brasil no formato enquete de 07/06 a 26/06.

Agora está autorizada a boca de urna para eleger a cidade sede do encontro 2017.
 VOTEM!
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Saudades de ser noob

por Caruh Góes


Saudades de ser noob...
De quando cheguei nos primeiros treinos de parkour e não sabia o que esperar. De morrer só no aquecimento, de não conseguir me alongar...

Saudades de descobrir a quantidade de pessoas maravilhosas que treinam parkour, de profissões diferentes, de personalidades encantadoras. E de todo treino ter alguém novo pra conhecer...

Saudades de ficar exausta nos treinos, ficar morrendo no dia seguinte, e ficar pensando 'valeu a pena'.
Saudades de sentar e ficar admirando os outros, os olhos brilhando, a boca aberta, a mente pensando 'será que um dia eu consigo?'

Saudades de descobrir a historia do parkour, e sair contando pros parentes e amigos que 'não é coisa de doido que fica pulando' 'tem uma filosofia' 'tem uma historia' 'sabia que...', aquele brilho nos olhos e aquela atitude de testemunha de jeová, pregando a palavra do ser forte para ser útil, tentando salvar as almas sedentárias no domingo de manhã...

Saudades de ouvir as historias; até as mais clichês, as mais antigas eram novidades pra mim. De ficar sempre maravilhada, de sempre achar graça...

Saudades de ouvir das viagens, das pessoas que já vieram na minha cidade, dos lugares onde as pessoas que eu conheço já foram.
Saudades de finalmente ir na minha primeira viagem de parkour, a ansiedade, a felicidade...
Saudades do meu primeiro encontro, da vergonha, das conversas, das histórias que se fazem nos encontros de parkour. De conhecer alguém de outro estado e dizer 'eu vou na sua cidade', e nunca mais parar de pensar nisso, ficar cotando passagens, juntando moedas, olhando datas dos eventos...

Saudades de juntar a galera pra ver filme de parkour. "Filhos do vento? Vamos ver de novo"
Saudades de imitar as cenas dos filmes, as brincadeiras, os movimentos...

Saudades de não saber o que fazer no treino, ter alguém pra me guiar ou ficar olhando os outros e tentando imitar...

Saudades de não conseguir, não conseguir, não conseguir, NÃO CONSEGUIR, não conseguir mais um pouco, e um dia CONSEGUIIIIIIIR! Quando eu menos esperava, quando eu já tinha até desistido; saudades da vontade de chorar quando finalmente acerto...

Saudades de não lembrar os nomes dos movimentos...
Isso é um kong, um monkey, um cash, um dash? E qual a diferença entre eles?
Ai vem alguém que treina a mais tempo, com toda a boa vontade e diz 'isso é um kong / isso é um monkey', 'aaaata' respondi, mas por dentro tava pensando 'vc acabou de fazer a mesma coisa, dã'. hahaha

Saudades de não saber pronunciar traceur, ou tracer, ou traceuse, ou... Não, pera, ainda não sei...

Saudades de ter pouco tempo de treino e ser aceita como noob, ninguém se importava se eu sabia climbar, se eu não sabia correr. Saudades de ser aceita nas minhas limitações, de ser ovacionada na minha precisão de 5 pés, de não julgada pelo meu tempo de parkour...

Saudades dos amigos que se foram, porque se foram? Achei que eram amigos...
Saudades de me importar com os que somem dos treinos, de gastar meu tempo lembrando, mandando mensagem, procurando: 'ei cara, não pára de treinar não'.

Saudades de marcar treino, não aparecer ninguém e ser obrigada a treinar sozinha pela primeira vez. "Acho que vou começar alongando, ou seria aquecendo?" "Como faço aquele movimento mesmo?" "Será que tem alguém me olhando?" "Minha criatividade acabou, o que fulano faria se estivesse aqui?"

Saudades de você rindo da minha cara, da gente rindo da cara dos outros, de morrer de medo da precisão e você segurar minha mão, de não conseguir num dia, mas ter você outro dia pra me ver conseguir...

Saudades de quando era mais simples, onde será que eu me perdi? Onde tudo virou rotina?
Onde aperta o botão pra voltar?
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Chamada a Candidatas - 8° Encontro Feminino De Parkour 2017

As inscrições estão abertas para as cidades candidatas ao 8° Encontro Feminino De Parkour 2017. Para se candidatar é simples, escreva a proposta para levar o encontro para sua cidade e envie para o e-mail do blog parkourfem@gmail.com até o dia 06/06/2016.


Alguns pontos importantes para a candidatura:

  1. Data do Evento: o mês deve ser Janeiro, e o evento ocorre em algum final de semana. Caso a sua cidade não possa sediar em janeiro de nenhum modo, envie a justificativa e a proposição da nova data. Mas por que janeiro? Muitas trabalham, estudam, e este mês é o mais fácil para a locomoção da maioria até a cidade do encontro.
  2. Alojamento: pense nas alternativas de alojamento para as meninas, casa das praticantes locais, escolas públicas, hostels, hotéis, enfim um pequeno plano para abrigar as moças. 
  3. Picos e treinos: enviar possíveis picos e ideias de treino, apenas para avaliação. As meninas de Minas após serem escolhidas fizeram uma votação para que as próprias participantes do evento escolhessem os locais, essa é uma alternativa a se pensar.
  4. Logística do transporte: como poderá ser feita a locomoção da rodoviária, aeroporto, para os locais que as praticantes estarão alojadas e também para os picos. Temos visto que este é um ponto importante pois muitas provavelmente nunca foram para a cidade do encontro e precisam de ajuda e orientação para não ficarem perdidas. 
  5. Equipe: não é por ser tratar de um encontro feminino que apenas meninas precisam organizar, mas a base da equipe na maioria será de mulheres, os rapazes são bem-vindos com apoio, dicas, conhecimento prévio de outros encontros, tudo o que puderem fazer para ajudar as meninas será de grande valia. 
  6. Meninos no encontro: não é um encontro que segregue, cada ano mais e mais rapazes tem viajado para prestigiar o evento, com isso é preciso pensar na organização do espaço para que todos tirem proveito, as oficinas, treinos, e todo o apoio é principalmente focado nas traceuses, na troca, na possibilidade de nos encontrarmos para treinarmos juntas, falar dos acertos e erros, na melhoria e evolução dos nossos treinos. Os meninos todos os anos participaram e se posicionaram muito bem, não há por que proibir a participação deles. 
  7. Alimentação: não é obrigatório que haja alimentação gratuita para as praticantes, mas caso o pico seja longe ou ofereça poucas opções de comida nas proximidades durante o encontro, é interessante se organizar sobre a necessidade de levar algo, onde podem comer, etc. 
  8. Água: de suma importância, algumas cidades possuem bebedouros nas praças, outras fontes naturais, não é obrigatório, mas queremos saber como será a hidratação nos dois dias do evento. 
  9. Autorizações: verificar se os locais de treino precisam de alguma autorização extra para realizarem o encontro, se alguém quiser filmar lembrar do termo de direito de imagem, qualquer foto ou vídeo que não seja da responsabilidade da organização do evento deve ser comunicado às praticantes e questionado se as mesmas desejam participar. 
  10. Camisa: pensem em uma logo e no orçamento para fazer as camisas, esta lembrança do evento pode ocorrer ou não de acordo com a organização, mas todos amam as mesmas :)
  11. Demais considerações podem ocorrer antes da finalização do prazo de envio da candidatura e será informado por e-mail diretamente a equipe que inscreveu a sua cidade. 
  12. Prazo para envio da proposta até dia 06/06, pelo e-mail parkourfem@gmail.com.
  13. Abertura da votação por facebook no dia 07/06, serão apenas computados votos válidos para traceuses. 
  14. Resultado dia 27/06. 

Na votação da cidade vamos disponibilizar a proposta enviada para que as meninas possam entender e votar conscientemente pela cidade, sendo assim nos enviem fotos e toda a informação que acharem necessária. Qualquer dúvida por favor enviem e-mail para: parkourfem@gmail.com, carolinnegoes@hotmail.com ou tatimabersi@gmail.com
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Amanda Cristine


Nome: Amanda Cristine
Idade: 21 anos
Cidade: Fortaleza/ CE

O que faz da vida?
Estudo Recursos Humanos

Treina há quanto tempo?
Treino há 4 anos.

O que viu no parkour?
Eu vi uma forma libertadora. Perdi medos, trabalhei meu psicológico, e melhorei muito como pessoa.

O que o parkour significa para você?
Significa família, paz, auto conhecimento, equilíbrio entre o corpo e a  mente, evolução.

Você tem um filho, como foi o retorno?
Eu parei de treinar no sétimo mês de gestação,  me fazia muito bem treinar. Eu tive cesárea, e o que me parou foi que não respeitei o tempo de recuperação. Quarenta dias após a cirurgia eu já estava treinando, e isso afetou a recuperação.


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sábado, 16 de abril de 2016

Parkour X Gravidez

Por Juliana Reis

Meu nome é Juliana, mais conhecida como (Júh) sou de Cariacica-ES sou praticante de Parkour há, mais ou menos, 2 anos e meio.




Nesse período, engravidei, e por recomendações médicas tive que ficar sem treinar, ainda mais por ter um pequeno problema com meu tipo sanguíneo e assim se foi 1 ano mais ou menos sem treinar, mas graças a DEUS ocorreu tudo bem!






Agora em Janeiro resolvi voltar com tudo, já que o MAX está com quase nove meses de nascido. Percebi que engordei pacas, mas sempre tive força de vontade pra voltar aos meus 57kg (minha meta é menos que isso rsrs).

Foi como se estivesse ali no primeiro treino da minha vida... PERAI! Mas foi o primeiro treino depois de uma transformação imensa que passei, que meu corpo passou.
Passei por um processo onde meu corpo ficou totalmente modificado. Me senti inútil por só poder ficar olhando. Comecei a ter medos que nunca tive, principalmente o de me machucar. O que mais me incomodou foi não poder mandar o que já estava mandando antes, e ter que começar tudo de novo. Algumas criticas que ouvir no decorrer também foram bem ruins...
Os treinos físicos ainda são muito dificeis, ainda mexem um pouco com o interior, e por ter tido reação a doação de sangue que recebi tenho uma pressão na cabeça caso me esforce demais. 




Sempre tento fazer o máximo, Kiley alem de ser um maridão é um pai exemplar. Já pensamos em criar o Max no meio do parkour, mesmo que sabendo que vai ser uma escolha dele, mas é bom pra nos também, pois já aproveitamos um convívio familiar rsrs

Durante os treinos também tem as pessoas que nos ajudam segurando o Max, isso me deixa feliz. No parkour conheci pessoas que considero parte da minha familia , e por cuidarem tao bem do Max faz com que eu ame cada vez mais cada um deles...

O parkour pode ate ter entrado por acaso na minha vida, mas não foi por acaso que ele ficou, pois nele me identifiquei como não havia me identificado em esporte nenhum. (e estava precisando rsrs) Durante a gravidez engordei 12kg , e aos pouco estou recuperando, por isso que amooo o parkour, alem de ser algo que eu gosto de fazer ele me faz se sentir bem comigo mesma.

Hoje posso dizer que estou bem feliz por já ter reaprendido alguns movimentos, e buscando evoluir nos mesmos e assim se resume um pouco de mim!

BJS

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Lembranças do 7° Encontro Feminino de Parkour

Furtamos algumas fotos do encontro. Agradecemos a: Rosina, André, Camila, Paulo Cezar. Dênis e a galera do Parkour Mauvais pelas imagens.
Camilinha e Danny

Gabi e Camilinha

Tatiana e Rubia













Danny

Ivanova



















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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Parkour Feminino Brasil 2015

Gente, finalmente acabou a ansiedade! O vídeo anual está pronto!!!
Obrigada, Caruh, por ter editado o vídeo com tanto carinho. De coração agradecemos. De repente, você que não anda tão animada para treinar, dá uma olhada no vídeo. Se você não tá muito animada a pular o carnaval (ou tá animada, mas tem um tempinho durante os dias de folia), pode pegar a câmera e começar as filmagens para o próximo vídeo. :*


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Rubia Stella


Nome: Rubia Stella da Silva 
Idade: 23 anos
O que faz da vida? Formada em Esporte, cursando Fisioterapia, Atleta e Professora de Judô e uma traceuse Emoticon heart.
Há quanto tempo treina? Pergunta difícil, conheci o Parkour através do meu namorado há 4 anos e meio, não sei bem ao certo quando realmente dei meus “primeiros pulos” kkk, mas estou firme, sempre procurando evoluir.


O que você viu no parkour? Uma atividade em que eu não era cobrada por algo ou resultado. Eu poderia ter o meu tempo pra aprender os movimentos e a única cobrança seria a minha. Vi um ambiente sem competição, no começo estranhei porque qual seria o objetivo final de se treinar parkour, se não fosse obter uma medalha ou algo. Mas com o tempo eu percebi que ganhava bem mais do que uma medalha. Fiz muitos amigos, as pessoas são maravilhosa sempre dispostas a ajudar a ensinar, reforcei meu laço amoroso kkk. Sentir a liberdade de treinar em um lugar aberto a hora que eu quisesse é maravilhoso, viajar para treinar e voltar acabada mais maravilhoso ainda, aprender movimentos e conseguir realizá-los, sempre melhorando perfeito kk. O que o parkour significa para você? Significa um novo mundo que se abriu para mim, eu estava tão focada em coisas superficiais que não agregavam em nada pra minha vida. A partir do momento que eu encontrei a pessoa certa, logo veio o parkour e tudo começou a fluir bem. Eu me sinto livre, sinto que posso errar a hora que eu quiser (apesar de eu me cobrar muito kkk) eu tenho esse direto, o Parkour me fez ser mais madura apesar do povo louco aqui de Londrina.

Emoticon heart.

Quais foram as dificuldades quando começou a treinar? Foram muitas e vieram de todos os lugares, antes de eu começar a praticar foram essas, a minha em me adaptar em um ambiente novo (normal para qualquer um). A da minha família por não conhecer o Parkour e a que houve mais “discussão” foi a com meu sensei (professor) e amigos do Judô, por eu ser uma atleta não deveria me arriscar fazendo tal atividade, pois poderia me lesionar. Depois vieram as outras dificuldade/preocupações, ficava com muito medo de me machucar e depois ouvir “eu te avise” , mesmo bem condicionada tinha coisas que eu não conseguir fazer e eu ficava triste. Demorei muito para subir no muro uma tarde inteira dedicada a ele. (sofri ) Assisti a muitos vídeos das meninas fazendo e queria muito ficar boa logo kkk, ainda não sou boa e espero nunca ficar assim posso melhorar um pouco a cada dia.
Você vê semelhanças entre o judô e o parkour? No começo não, achei o oposto, não era competitivo. (Não que o judô seja só competição, mas a minha vida era competição atrás de competição). Não era regrado e não tinha uma rotina especifica do que treinar kkkk. Com o passar do tempo, vi que no parkour exige disciplina, requer conhecimento corporal, confiança, responsabilidade (tanto com o seu corpo, como para o cuidado com o espaço em que esta) e são coisas que eu aprendi com o Judô.

Obs: Muitas meninas falam em como é treinar em um ambiente com muitos homens, no judô sempre teve poucas meninas no treino de Jiu apenas uma. A minha maior dificuldade é interagir, e tentar acompanhar, (quando eu não consigo acompanhar faz com que eu fique um pouco desanimada) kkk mas “bola pra frente que atrás vem gente” treinar treinar e adapatar.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ahhhh! O 7° Encontro Feminino...


Sempre que alguém fala sobre encontros, eu sempre digo que você deve ir a um encontro feminino. Se você for daqueles que ama levantar a bandeira de que um encontro feminino de parkour é sexista demais. Vá a um encontro antes de abrir a boca, por favor!

O Encontro Feminino de Parkour é um encontro como qualquer outro, onde TODOS são bem vindos, só que não há: "Você pode sair daí que eu vou filmar rapidinho um vault cabuloso?". É um encontro como qualquer encontro, mas em que não há medo de dizer que é iniciante, ou que é dinossaura(o) e que não consegue fazer algo. Não terá julgamento do seu treino, mas ajuda e ideias para você pensar em levar para sua vida. Aliás, o que você sabe que há uma troca de experiências. São conversas, são treinos. Você percebe que é meio mestre, meio aluno. E que há mobilização para trazer a galera para perto (o projeto adote uma traceuse é uma prova disso).

Foto: André

Foto: Nick

Se fosse só para abraçar aquela pessoa que você bate altos papos nas redes sociais e que você acompanha os treinos pelos vídeos e fotos, já valeria. E nas conversas que acontecem durante o encontro, você sabe que o sentimento pela atividade é o mesmo. Mas, às vezes é necessário um puxão de orelha para entender que os valores ditos deveriam ser prática.

Quantas vezes se ouviu que alguns não saem do lugar por treinar os iniciantes? "Você não sabe nem se eles aparecerão nos próximos treinos!". Quantas vezes disse que queremos mais mulheres praticando se as deixamos no canto ou colocamos rótulos de fracas e apelidinhos de maria mureta. "Quem quer, continua treinando... que nem homem!".

O que a Natália Ivanova disse não era novidade para muitos dos que ali estavam no workshop, mas talvez seja a lembrança necessária para a mudança de postura. Somos o que falamos da atividade? Ou será que estamos no coro "Olha o mimimi!"? Ninguém levantou a voz para dizer que discordava do que ela dizia, mas vi tantas vezes brazucas falando a mesma coisa e ouvirem que parkour é uma prática apenas pessoal. Justamente no encontro feminino vejo que não é uma prática pessoal, é do coletivo... e um coletivo bom.

Obrigada a todos que tornaram isso possível (aos que organizaram e aos que foram). Muito amor por vocês. Sério! Apesar de passar frio (bullying com a carioca), descobri que além de dividir muro,podemos dividir cobertor, colchão,pneu... rs! Queria agradecer especialmente à Danny japa gata Tiemmy, Rúbia, Camilinha e sua mamis. E ao Ruan, ou Cauã (esqueci o nome, mas não a atitude de me emprestar o cobertor enquanto tremia de madrugada)... salvou uma carioca, ao Oliva (finalmente o conheço). Muito obrigada a vocês!

Bora subir uns muros?


PS: Se quiserem mais fotos, peçam ao Dênis Braga para postar logo.


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