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Eu não sou sexista!

Quem me conhece sabe que desde sempre eu tiro sarro, brinco e falo que sou homem. E por incrível que pareça, isso amenizou depois que eu comecei a treinar Parkour. Pois eu reconheci minhas dificuldades 'de mulher' na prática. E isso nunca foi motivo pra eu desistir, muito pelo contrário.

O Treino Mais Difícil: O Retorno

Já se machucou que teve de parar por um tempo? E o retorno como foi?

Ajustar O Foco, Renovar A Força, Manter A Fé.

Parkour nos ensina que somos mais fortes do que um dia imaginávamos ser. Parkour nos ensina a "ser forte para assim ser útil". Parkour nos ensina a não desistir na primeira queda, no primeiro cansaço. Parkour nos ensina muita coisa e, acredito eu, sempre tem a nos ensinar.

Firme como o aço e suave como o algodão

- Postura corporal durante os exercícios... Gostaria de compartilhar com vocês a forma com que encaro o assunto: é preciso criar uma atitude contínua em relação à sua postura corporal.

Gostaria De Entrar E Tomar Uma Xícara De Café?

No dia 24 de março eu faço 3 anos de parkour, não consecutivos. Sempre ia aos treinos, mas tinha muito medo, vergonha de tentar algumas coisas e cair, errar (...)

domingo, 19 de maio de 2013

Soprando as velinhas...

Nesta semana eu completarei 4 anos de dedicação ao parkour. Não me refiro a anos de treinos, mas de realização dentro da atividade. Não tenho a movimentação parecida com a de ninguém, nem a mesma evolução. Não sou de julgar quem pratica a atividade pela sua movimentação, mas pelo brilho e vontade que vejo na pessoa de fazer as coisas acontecerem.

Quase sempre estou envolvida na organização dos encontros, desde 2010, e sinto uma inveja de todos aqueles que realizaram os primeiros encontros que sempre são citados como alguns dos mais "entre amigos". Por estar no meio da organização dos encontros, dificilmente consigo treinar com as pessoas que sempre converso através das redes sociais. Depois bate um pouco de frustração de não ter aproveitado o espaço com algumas pessoas, para permitir (junto com outros amigos) que os encontros aconteçam. É um sacrifício que vale a pena quando vemos todos aqueles rostos curtindo um pouco do nosso clima carioca.

Nesses quatro anos, vi tantos e tantos rostos começarem, se animarem e depois desaparecerem dos treinos. Muitos vem e vão atrás daquela radicalidade que vendem nos vídeos. Alguns seguem "mestres" enquanto deveriam entender que são donos dos seus próprios corpos e enfrentarão todos os dias os resultados das suas decisões. Outros ainda não entendem que são espelho para o que pensam da nossa atividade. Se queremos respeito, devemos respeitar o próximo. Se não queremos perder nossos espaços, temos de estar juntos dos que vivem perto das nossas praças. Devemos lembrar que somos parte da sociedade, e que se nos veem de modo deturpado é porque falhamos em algum ponto.

Pessoalmente falando sobre os meus treinos, ainda possuo diversos bloqueios, mas que venço (não importando o tempo que isso leva para acontecer). Quando olho o meu corpo e o sinto mais forte, sei cada passo que dei para estar assim, e consigo sentir que posso melhorar mais. Não vejo a atividade como apenas uma ideia de movimentação, mas como um movimento de pessoas que podem ir além. Não falo fisicamente, mas como cidadãos. Por isso, vejo as campanhas como algo muito importante aqui no Rio. Um corpo não serve para nada, se a cabeça não sabe para onde vai...

E que venha mais um belo dia (independente do que diga a previsão do tempo), para que eu seja uma pessoa melhor.

By Tatiana Maria with No comments

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tempo, tempo, tempo, tempo.


Me disseram uma vez, aliás muitas vezes, que existe um tempo "certo" para cada coisa. Acho que todo mundo pelo menos uma vez na vida já ouviu uma frase de efeito desse tipo. "Calma, vai chegar sua vez." "Leva um tempo pra você estar preparada." e outros montes de blá blá blá desse tipo. Particularmente, eu discordo de todos eles. Eu já fui do tipo que se agarrava nessas frases pra explicar tudo o que acontecia de ruim comigo, até mesmo no parkour. Até o dia em que eu me machuquei sério, ah pouco menos de dois meses. Foi aí que eu comecei a ver e principalmente sentir, que "o tempo certo" existe mas quem faz a mágica muitas vezes pra ele acontecer, é você. Não me levem a mal, nem se ofendam com as minhas palavras jogadas por favor. 
Entre uma queda e uma precision bem feita, existe um tempo. Certo? Errado! Entre uma queda e uma precision bem feita, existe um esforço. 
Não existem desculpas, choro, nem blá blá que justifique sua falta de esforço em um treino, sua indisciplina em um determinado momento, muito menos uma falta de tempo. Se existe uma frase de efeito que se encaixe e de certa forma "justifique" o parkour é essa: 
Quando você quer, de verdade, você consegue. 
Claro que existe um tempo de recuperação quando você se machuca, quando você passou por alguma situação que exija um tempo de "molho". Mas esse tempo será do tamanho da sua vontade de evoluir e no caso, voltar.
Eu conheço e convivo com muitas pessoas, até já conheci muitas meninas, que chegam no local de treino e depois de não conseguir um movimento desistem. Simplesmente porque não foi de primeira, não vai ser nunca mais. Não é o tempo que vai te dar força, nem jeito, muito menos amor ao parkour. Porque só amando demais o que você faz, é que você consegue fazer corretamente. 
Vontade é algo indispensável no parkour, no entanto ela se torna inútil sem esforço. 
Existe um tempo certo para cada coisa, e existe um esforço certo para cada vontade que você tem. Você não pode sentar e esperar o tempo certo, faça o tempo certo. 

Aloha meninas, bons treinos! 



By Patricia Brisa with No comments

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bruna Baldoov




NOME: Bruna baldoov

CIDADE: Belo Horizonte

IDADE: 15 anos






FALE UM POUCO SOBRE VOCÊ: 
Éee, sou divertida, gente boa, incomodo muito as pessoas, pego intimidade rápido, adoro tirar foto e dançar, gosto bastante de fazer atividades físicas, tenho um pouco de vergonha, sou muito feliz e me jogo muito.

HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TREINA: 1 ano e 2 meses

COMO VOCÊ CONHECEU O PARKOUR: através de amigos da minha irmã



O QUE VOCÊ VIU NO PARKOUR:
Primeiramente os movimentos são muito belos,bem diferente,e com o parkour vi que posso vencer meus medos e posso fazer isso me divertindo.

O QUE O PARKOUR SIGNIFICA PARA VOCÊ: confiança,confiar em mim que posso pular aquele obstaculo,liberdade e desafio.

QUAIS FORAM OS SEUS MAIORES DESAFIOS QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TREINAR PARKOUR: medo de altura,medo de fazer aqueles movimentos e machucar e depois vieram meus pais,não queriam aceitar eu fazendo parkour,falavam que era esporte de homem e coisas do tipo,agora eles aceitão de boa,sabem realmente que gosto de fazer parkour e e o único lugar que me divirto









By Carolinne Goes with No comments

terça-feira, 30 de abril de 2013

Galeria - Abril 2013


Angelica - MG

Angelica - MG

Angelica - MG

Audrey - SP

Aline - DF

Bruna - MG

Bruna e Angelica - MG

Bruna e Angelica - MG

Bruna e Rayza - Visita a Argentina

Danny - PR

Isis - SP

Ludmila - MG

Pri Dotto, Lidi Gon, Luana, Gabi e Miih

Rayza - visita a Argentina

Rayza - MG

Sarah - RJ

Sarah - RJ




By Carolinne Goes with No comments

sábado, 13 de abril de 2013

Por que você se move?


Por Marina Torres

Hoje vi, em algum vídeo, a frase “Não se pensa, se flui”. Concordo e discordo. Acho que se deve pensar E fluir, e os dois elementos juntos nos levariam ao real parkour. Afinal, me ensinaram que parkour é também uma filosofia onde não apenas se treina, mas se vivencia.
Pensar demais faz a gente travar. Mas qual o problema de fluir sem pensar? Não sei vocês, mas eu preciso de uma razão, um motivo para fazer o que eu faço. Por isso não consigo somente fluir, e por muito tempo tive problemas em me achar dentro da prática porque não sabia o que me movimentava. Queria correr, ser forte, mas não sabia o porquê. Aí vinha o desânimo e a desmotivação.
Sofria por não conseguir fazer uma precisão e pensava “Isso aqui devia me fazer bem, me fazer feliz. Então, por que me sinto tão miserável?” Eu tentava, mas não conseguia me desligar do parkour. Sempre voltava, mesmo depois de meses parada, e parecia que nada mudava.
Até que um dia, um amigo me iluminou ao perguntar “O que você sente quando está no meio de um salto?”
Fiquei muda tentando desesperadamente encontrar uma resposta. Então ele perguntou: “Primeiro, por que você salta?”
Fiquei chateada por não saber responder nenhuma das perguntas aparentemente simples, e só respondi “Para de fazer pergunta difícil, pô!”
Nos treinos seguintes àquela conversa, eu passei a reparar na movimentação dos outros e na minha própria. É possível ler o que uma pessoa sente ou pensa no modo como se move. Como alguns parecem fazer parte dos obstáculos, enquanto outros parecem aqueles carrinhos bate-volta. Me perguntava se eles estavam felizes, cada um com seu parkour, se estavam tão perdidos como eu ou se ao menos sabiam que estavam perdidos.
Eu estava determinada a encontrar o rumo certo, e depois de voltas e reviravoltas do destino, fui parar lá em São Luís do Maranhão. Meu primeiro encontro nordestino foi arrebatador. Sabe, quando você leva aquele choque, voa pra trás e passa a ver as coisas de outro jeito. Pois é, ali descobri o primeiro alicerce do meu parkour. A união daquele povo me inspirou, me motivou e me renovou. Voltei pra casa querendo mudar o mundo.
Mais uma vez me senti decepcionada, fraca e sozinha. Tive que lembrar outra coisa que esse meu amigo disse: “Você tem que ser a mudança que você quer ver no mundo. Comece mudando os seus atos, e as pessoas em volta, vão perceber.” E não foi que funcionou rapaz?!
Redescobri que tinha pessoas maravilhosas a minha volta que me apoiavam. Agora com a ajuda dos meus amigos eu achei o segundo alicerce, o foco. Coloquei um objetivo na cabeça, me fortalecer física e psicologicamente. Sei que vai ser difícil e vou ser tentada a desistir diversas vezes, mas dessa vez quero ir até o fim. E assim, sem querer, achei o terceiro e último alicerce, a perseverança.
Criei o hábito de todo dia, todo treino, antes de cada salto, pensar: “Por que estou me movendo? O que faz me levantar e me mexer?” O interessante é que a cada dia aparece uma resposta diferente e meu parkour se torna mais fluido, mais completo e mais EU.
O parkour não é fácil de ser explicado, e só quem o sente com o coração sabe o que quero dizer.
Já se questionou por que você se move hoje? Se não, te convido a refletir.

By Tatiana Maria with 2 comments

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sthephany Oliveira


Nome: Sthephany Crystina da Silva Oliveira

Cidade: Fortaleza - Ce

Idade: 17 anos

Fale um pouco sobre você:
Falar sobre mim sempre é um embaraço, mas tudo bem, vamos lá! 
Cristã, adoradora do senhor, mantenho meus sonhos e caminhos com fé!
Sou bastantante teimosa, curiosa, sonhadora, meio atrapalhada e indecisa.
Procuro sempre ver o lado positivo de tudo o que me acontece, pois nada é em vão!
Minha fé em Deus e na vida é o que mais me mantém de pé todos os dias. Acredito muito
nas pessoas e não me arrependo de continuar á acreditar, apesar de algumas decepções.
Amo minha família, amigos, namorado, tudo que tenho, agradesço a Deus por me dar o prazer de viver.
Sou apaixonada pelo o que faço, Parkour e Teatro.








Há quanto tempo você treina? Treino a 1 ano e 3 meses, eu acho...

Como você conheceu o parkour?

Bem, conhecer o parkour foi uma sensação estranha pois até então era algo desconhecido para mim. 
Um certo dia resolvi ir a um treino com Eder, meu namorado que treina a mais de 6 anos. Como disse, sou 
curiosa então decidi experimentar; chegando no local de treino uma das primeiras coisas que me passaram 
para fazer de inicio foi a precisão, explicaram como era. Enquanto isso eu pensava " ha! isso é moleza, coisa
simples é só pular..." e assim fiz, pulei, mas nada senti de emoção. No começo eu apenas pulava, sem sentimento algum.
Mas ai muitos vieram a mim para orientar, dizer que é mais que pular, é sentir seu corpo fluir a cada passo, a cada salto dado
é ter o controle do corpo. E foi a partir da curiosidade e incentivo de vários , que hoje considero como companheiros
fiéis de treino, que senti a primeira sensação de fazer uma precisão correta, de sentir o fluir é há em mim, sentir que sou capaz,
que o parkour não é apenas saltar é se superar, ser forte e útil.
Eu via vários traceurs fazendo coisas simples aos olhos mas na prática nem andar em linha reta eu conseguia.
Comecei a observar e pedir auxilio nos treinos, procurei focar mais, ser determinada e tentar até conseguir fazer o meu melhor.
Eu comecei a sentir essa necessidade de fazer o melhor para mim mesma; senti o medo e precisei ser confiante, persistente, buscar meu foco e manter
meu equilíbrio.





O que você viu no parkour? 

O que vi no Parkour primeiramente foi liberdade,superação, garra e coragem.Liberdade pelo fato dele não se restringir a um só espaço, como é em outras modalidades e isso super me chamou atenção e é o que mais me prende a ele, essa sensação de liberdade de espaço. Mas a cada treino me surpreendo pois o parkour sempre me mostra novas maneiras de auto- conhecimento. Passei a vê que eu precisava realmente me esforçar para alcançar meus objetivos e isso eu tenho aplicado na minha rotina, não só em treinos... então, vejo o PK como meu professor, psicologo.


O que o parkour significa para você?

O parkour na minha vida, ainda é muito recente porém já posso dizer que se tornou permanente no meu viver.
Aos poucos fui percebendo o quanto ele me ajuda na vida, fora dos treinos. O parkou para mim é uma maneira de compreender-me, é meu ponto de fuga e 
está ensinando a me conhercer melhor. Não pretendo parar tão cedo, pretendo crescer mais e mais com o parkour e no parkour.



Quais foram os seus maiores desafios quando você começou a treinar parkour?
      
Dificuldades tive e tenho muitas, pais que no começo não aceitavam muito, medo de não conseguir fazer um movimento, tempo, estudos e etc.
Ultimamente minha maior dificuldade tem sido o tempo, treino apenas nos fnais de semana, então aproveito ao máximo para me aperfeiçoar. 






- Quero deixar registrado aqui também um muito obrigada a todos traucers que me ajudaram e ajudam, de coração sou grata a cada mão que mim ajuda a levantar, 
que servem de apoio, e ajudam a aguiar. Que Deus os mantenham firmes e fortes nessa vida. E que a união existente seja mantida! 

Eu não poderia deixar de registrar isso.

Nunca deista, pois a nossa capacidade vai além do que imaginamos e com Deus vai além do nos parece impossível. Acredite sempre em você! bj bj :*



By Patricia Brisa with No comments

domingo, 31 de março de 2013

Galeria - Março 2013

Ariadne - Bsb

Ariadne - Bsb

Ariadne - Bsb

Ana Luiza - JKT            

Ana Luiza - JKT

Ana Luiza - JKT


Hyna - SP

Krisnara - RN

Bruna, Angelica, Rayza e Sara

Sara, Rayza, Angelica e Bruna

Marina Torres - SP

Rayza - MG

Rayza e Bruna - MG

By Carolinne Goes with 1 comment

quinta-feira, 28 de março de 2013

Como achas que seria?


Por Bruna Pires, em http://www.parkourthe.com

Deitada na cama esperando o sono chegar me flagrei com os seguintes pensamentos: como seria minha vida se eu não tivesse conhecido o Parkour? O que eu estaria fazendo, o sedentarismo tomaria conta de mim? E as pessoas que conheci através dos treinos?

Estranho, não consegui digerir as respostas. Elas foram mais ou menos assim: 26 de junho de 2010, um dia como outro qualquer, um dia depois da comemoração do meu aniversário. Beleza. Os próximos dias? Dormir até tarde, estudar um pouco e cursinho à noite, assim iria levando até o resultado do vestibular. Passei. Estaria indo pra universidade, conhecendo o pessoal da minha sala e provavelmente saindo com eles nos fins de semana.
(Quantos fins de semana com festas abdiquei pra estar com o pessoal treinando? Vai saber... Perdi as contas.) Não consegui pensar em nenhum esporte que eu poderia estar fazendo (estaria muito ocupada com a universidade, sabe?!). George, Valtenir, Breno, Franklin, Daniel, Diego, Danilo, Marcos, Dudu, Junin, Pombo, Teinha... Quem são esses caras todos? Um dia quem sabe os conhecerei, enquanto isso vou ali no quartel correr pra queimar alguma calorias. Eu não teria placas no pescoço (quer dizer, qualquer um esta suscetível a um acidente de carro, por exemplo). Runzão, Encontros.. Encontro Nordestino de Parkour... Fala sério, isso existe mesmo? Um bando de loucos juntos pra ficar pulando as coisas, só pode!  Deixa eu ir ali pra Fortaleza pro meu congresso de reprodução animal. Não conheço ninguém em Fortal, mas tem meus amigos da universidade, vamos todos ficar alojados na estadual de lá ou em algum hotel perto de onde serão as palestras, por falar em ‘perto’ estou bem perto de muitos picos legais. Eu disse picos? Quis dizer ‘de muitos locais que nem percebi quando passei por eles’ (se é que passei por algum deles). Estou também perto de casas de algumas pessoas que treinam, mas eu não conheço nenhum deles mesmo. Pois é, menos de uma semana em Fortaleza e eu nem conheci a cidade direto, acabou o congresso, de volta pra Teresina. Que bacaaaaana, a universidade tá de greve, deixa eu aproveitar. (E fazer o que? Não tenho que acordar cedo pra assistir aula, vou dormir até as 16hs, correr no quartel e esperar algum convite do povo da minha sala pra sair à noite).

:/ Acho que seria basicamente isso. Um tanto sem graça pro meu gosto!  Essa ideia já deve ter tomado conta dos pensamentos de muitos de nós, assim como a ideia de um dia a idade não nos permitir fazermos mais as mesmas coisas ou, no pior dos casos (sim, pior dos casos. Penso assim: idade é algo natural, todos atingiremos a ‘melhor idade’ (assim espero) e não podemos fazer nada quanto a isso. Agora imagina você no auge dos seus 20 anos, treinando a 5 anos e por algum motivo tem um problema na coluna, sei lá. Você tem força, tem fôlego, tem físico, mas não pode usa-los.) a idade permitir, mas algum problema de saúde não. 


Deixo aqui juntamente com meus pensamentos a seguinte pergunta: ‘E para você, como achas que seria?’

By Tatiana Maria with No comments

domingo, 3 de março de 2013

Mayane Abreu





Nome: Mayane Cristina Cardoso Abreu

Cidade: Itapevi - São Paulo

Fale um pouco sobre você
Sou uma pessoa simples, conhecida por May, tenho 19 anos, nascida na capital de sampa, paulista da gema, nas minhas horas de distração gosto de estudar, gosto de dançar, escutar música , apreciar novos lugares, adoro tirar fotos, sou fascinada por seriados, sou estudante e estagiária na área de Logística.



Há quanto tempo você treina? Treino há 3 anos.

Como você conheceu o parkour?
Me tornei praticante de parkour , foi no início de 2009 tive o privilégio de ter o primeiro contato pessoalmente, foi através de um aluno da escola, eu estava no 1° ano do ensino médio e nos tempos vagos de aula , ele sempre arriscava uma coisa ou outra os movimentos de parkour, achei interessante e houve a curiosidade de conhecer melhor a atividade que tanto me chamou a atenção, além de ter perguntado à ele sobre a prática , resolvi saber mais sobre o que era através da internet , e cada vez mais fui me identificando. E logo esse aluno me chamou para um treino dois meses depois, e comecei a praticar.



O que você viu no parkour?
Encontrei na verdade diversos meios de estar me movimentando em atividades que realmente me identificava , dentre elas: vôlei , handebol, basquete, somaram alguns anos da minha vida, me dedicando á elas. Mas, não acrescentaram tanto ao meu ser quanto ao parkour, a vibe mais nítida pra mim foi a simplicidade, em lugares que pode ser praticado, da união dos praticantes, de uma arte corporal que eu pudesse expressar em movimentos e que ao mesmo tempo estar progredindo na vida, de me tornar um ser humano melhor de um modo consciente, e de certa forma encontrar a liberdade e sair do (mundinho da may) revitalizando inúmeras oportunidades de desafio, enfrentar os problemas, em um senso sadio de divertimento, a autenticidade de superar os obstáculos.



O que o parkour significa para você?
Penso logo treino, sempre digo e penso sobre parkour isso se reflete nos meu atos diariamente. A prática me tornou uma pessoa mais completa enxergando que existe muitas coisas do que simplesmente um andar. A essência da liberdade que está constante nos movimentos era ausente na minha vida. Levando em consideração que quando comecei a praticar eu tinha lá meus 15... 16 anos , não estava totalmente formada para o mundo, o parkour me deu apoio, em ser mais consciente, mais preparada, competente, e confiante. Os conhecimentos passados me ajudaram a ser precisa, fluída e leve. Foi uma ligação completa que eu precisava ter, sentir e aplicar. E com a preparação dos treinos diários, resultaram em hábitos melhores em que antes não era visto com tanta frequência, além de progredir tanto o meu corpo quanto a mente.
Tem uma frase que me identifico bastante "Quando minha energia criativa fluía mais livremente, minha atividade muscular era sempre maior." ( Friedrich Nietzche).
Eu sempre penso nessa frase antes dos meus treinos me ajuda a ser mais disposta , e ter concentração.



Quais foram os seus maiores desafios quando você começou a treinar parkour?
Um dos foi a preparação física em que meu corpo não suportava, havia 1 ano que eu não estava adquirindo nenhum tipo de controle sobre o meu corpo, pois estava parada por conta de alguns pré - vestibulinhos. Então a questão de força, resistência, agilidade, velocidade, que é o básico, não foram desempenhadas tão bem o quanto eu queria .
Nessa época pude contar bastante com os meus amigos, em um dos principais movimentos que queria realizar o Climb - Up não tinha força suficiente, com base em alguns exercícios passados por eles conseguir fazer, mas não com facilidade. Uma das maneiras de tentar conseguir rápido, foi entrando em uma academia, foi uma carga explosiva para o meu corpo, pois não estava tão acostumada como antes. Em alguns meses na academia vi que eu poderia pôr em pratica quase os meus exercícios físicos em casa, e me dedico até hoje.
Por outro lado a desvantagem que insiste, é a confiança no qual me condicionava a não realizar de forma alguma os movimentos, era um desespero pra mim e quem estava ao meu lado, foram diversas frases de motivação, e com o passar dos treinos, me fizeram entender que a confiança partiria de mim mesma. E também a altura que me pressionava sempre para baixo e nunca no eixo que me encontrava. Foi preciso treinar a mente para que pudesse ser persistente nos movimentos que queria realizar. Até hoje tenho esses bloqueios, e acredito que treinando consigo me libertar, e estar em constante evolução com parkour.






By Carolinne Goes with 1 comment