quarta-feira, 10 de julho de 2013

Ahh!!! A Capital Federal...

Ou dois breves relatos sobre o Partour!

Por Camila

“Eu acho que a impressão que vocês vão ter da cidade é a de um grande tédio”
Rafael Butui

(trecho escrito ao som de Aborto Elétrico)
Brasília é uma cidade que me causa estranhamento. Não sei ao certo se é por conta das avenidas largas, dos terrenos vastos ou dos espaços gramados à espera de algo. A cidade é inteira construída em um imenso entrelugar e não se pode medir onde ela termina ou começa. Não há espaços marcados. Há poucos lugares destacados em meio ao vazio. Não falo do que existe – construções arquitetônicas lindíssimas – porque o que mais me chamou atenção na cidade é o que ainda não há. São as possibilidades que uma tela metade em branco produz: o que poderia estar ali? Que tipo de existência lhe falta?

Tédio é outro nome pra isso?

E o que ocupa esse vazio? As pessoas. Incrivelmente possuem a capacidade de preencher o vazio físico da cidade e tornar pleno o contato entre as gentes.

(trecho escrito ao som de Legião urbana)
O pessoal de Brasília – e de seu entorno, pois não pretendo esquecer ninguém – possui uma capacidade doce de preencher vergonhas iniciais quanto conhecemos alguém novo e aproximam assim toda a gente, sem exceção alguma, em um mesmo momento de alegria e descontração. São naturalmente sossegados, confortáveis em torno de sua simpatia e acolhimento. Possuem o lado humano suficientemente belo para olhar nos olhos de todos com um brilho especial e uma aura límpida que os homens de boa vontade têm. O que dizer mais? A simplicidade que vocês possuem é sempre uma qualidade das mais nobres, e a impressão de relativa seriedade e pompa – pois estamos na capital federal – se desfaz no primeiro sorriso afável.

É. Refaço a ideia inicial. Brasília não é assim vazia como eu pensava. Vocês preenchem o vazio e superam o tédio.










Por Tatiana
"Garota, como você consegue ser tão azarada assim?"
Acho que essa pergunta nunca se encaixou tão bem à minha sexta-feira. A saga começa saindo de casa com duas bolsas pensando em treino-trabalho-viagem. Dois pontos da saga completos: treino-trabalho. Mas, aí o trabalho pesa e você precisa fechar diversas contas e não há como simplesmente deixar as pessoas que trabalham com você na mão. Logo, saí depois do horário que planejei para chegar com uma boa folga ao aeroporto. Ok, Tatiana! Respira! Semana passada o trânsito não estava tão ruim... não! Droga! Parada no meio da Linha Vermelha sem ter como fugir. Obrigada, Baixada por me fazer pegar um trânsito que não é nem um pouquinho meu. Resultado: Cheguei em cima da hora com o bilhete de embarque sem o código de barras. Perdi o voo.

Chorei tanto, tanto, tanto, tanto! Pensei em tudo que planejei em fevereiro indo pelo ralo. Comigo pagando o "no show" e passando por todos os guichês com preços de passagens chegando à lua. Chorei mais ainda e pensei em todos aqueles que eu queria conhecer e não poderia. Acho que o SD e a Camila se me imitassem ao telefone sairiam coisas indecifráveis e bem engraçadas desse momento trágico. Meu irmão com pena de mim, comprou às pressas uma passagem com as milhas que ele tinha, e assim eu me acalmei. Depois de me acalmar, percebi a quantidade de pessoas que me olhavam enquanto eu andava pelo saguão do aeroporto do Galeão. Todos (todos mesmo!) com cara de pena. Não quis passar perto de nenhum espelho, pois pelas caretas que vi, a minha cara não deveria estar das melhores.

O dia seguinte, com a cara melhor e mais animada. Acordo cedo e vou para o aeroporto novamente ao som do toque de mensagens que meu irmão e a Camila resolveram mandar sem cessar! Desliguei o celular e adentrei aquela tortura de um pouco mais que uma hora (Sim! Morro de medo de avião!). Chego à Brasília, encontro o meu irmão e vou direto para o Parque. Alguns minutos perdida com a Luana me dando indicações que eu que não conhecia a cidade, não conseguia entender nada. Finalmente vou ao encontro dos Castelinhos da capital (me deu uma saudade gigante dos Castelinhos da Lagoa). Sou recepcionada por abraços e mais abraços e... "Vai aquecer que você já perdeu pelo menos umas duas oficinas! Gordo, leva ela pra aquecer!" Ok! E eu fui correr. Aquele ar seco acaba completamente com qualquer pensamento seu de estar bem fisicamente. E vai dona Maria para a oficina, e haja braços! Não é sem razão que a galera de Brasília é forte!

E vieram os lanches e os desafios em que exploramos além dos castelinhos e sujamos as meias com a terra vermelha do Centro-Oeste (ainda não sei como tirarei as manchas das minhas meias). Os meninos da Movimente eram sempre atenciosos e divertidos. Que almas boas! Para mim não há nada melhor do que estar ao lado de pessoas assim. Encerramos a manhã almoçando todos juntos em uma feira conhecida da região (vale lembrar o show que o PC deu no ônibus a caminho da feira).

Saga 2: achar o que comer. Encontrei uma lojinha perdida que vendia frango grelhado e (pimba!) erraram o meu pedido! Veio um belo peixe frito. Devolvi e fiz o Fillipe e o João (como são pacientes!) esperarem até terminar o meu rango.  Depois do almoço vi os pontos turísticos de Brasília pela janela do carro, conheci a namorada do João e fomos à segunda parte do primeiro dia do encontro. Pirâmides de bambus, movimentação sobre pneus gigantes, e aquela tentativa desengonçada e divertida de todo mundo se equilibrar e passar pelas barras (Hein, Jj e Mari?). Mas, Partour não é apenas treinos voltados para o parkour... também é vôlei! E onde tive a oportunidade de conhecer o Rodolfo, que só tem pose de mau, mas é quase tão fofo quanto o Don. 

Uma coisa que percebi na galera de Brasília é que todos possuem uma doçura na alma que me fez sentir acolhida que nem quando fui à Recife. Butuí e Don chegam a refletir de tanta coisa boa passam. O Fillipe eu já conhecia de altas horas de papos no Skype, já esperava que me irritasse mesmo! rs!! A Drica eu queria que estivesse melhor para treinarmos juntas. Do Breno só não queria que tivesse inventado as horas de silêncio (melhoras, rapaz!). Lana tão fofa... posso levar para casa esse povo todo, mãe? Não? Droga!

Voltei para o Apê do meu irmão com a Camila e à noite fomos a uma festa julina. Conhecemos as amigas de farda (e coração) do Allan e a Camila teve direito até de dançar quadrilha. Perdemos algumas palestras e pizzaiada que teve à noite na Chácara da Movimente. 

Domingo fomos recepcionados na saída do metrô pelo Fillipe e pela Lu. Chegando à chácara encaramos a oficina de HipHop. Gente, desisti da minha carreira de dançarina! Mas, valeu a tentativa e a outra maneira de movimentar o corpo. Além disso, houve também uma oficina de tricks, e eu fui apresentada a cada canto da chácara, e fiquei imaginando como será o futuro pico de treinos.  E veio a hora que meu estômago mais gosta: o rango! Saladona, chá, refri (pra quem bebe), frango, arroz, molho (escrever o que teve no almoço me abriu o apetite). Depois daquela preguiça pós almoço, a galera foi para o workshop no quartel de bombeiros da região. Eu e a Camila fomos "turistar". Conhecemos os locais famosos da região, dali voltamos para o Apê, nos arrumamos e fomos para o aeroporto. Diga-se de passagem, o aeroporto de Brasília me fez pensar que o Galeão é muito organizado. rs!!

Mais uma hora e pouca de tortura e eu estava na minha Ilha. Mas, mal cheguei e já senti saudades de todos que conheci. Também senti falta dos que eu não consegui conhecer (não é, Manoel?). Embora eu entenda que uma das vantagens de ter amigos que moram longe é que sempre tenho boas razões para colocar o pé na estrada, eu bem queria tê-los perto para abraçá-los muitas e muitas vezes! Como resolver isso?









Era para ser um relato breve... me empolguei! rs!

4 comentários:

  1. VOLTA, TATI!!!

    Sua linda!! Foi ótima recebê-la aqui.. Aliás, foi uma honra... Quem sou eu pra pensar que posso treinar com você!!! Haha Há limites para humilhação, ta? kkkkkkkkkkkkk

    Pois é, falando em estar bem.. Peguei o resultado de um Holter de 24hs que fiz antes do ParTour... Estou pior do que imaginava.. Meu coração está péssimo.. Mas eu me recupero! ^^
    Mas tem boas notícias também: fiz um ecocardiograma (Eco-Doppler) e, pelo menos nesse exame, está tudo ok. (logo: meu coração está funcionando mal mas sua anatomia está normal, não há nenhum dano estrutural.. Assim será mais fácil recuperar né..)


    Adorei o texto! Um beijo enorme pra ti e pra Camila!! Vocês são umas fofas!

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  2. =)

    Tá ruim, mas vai melhorar!
    Espero encontrá-la melhor na próxima vez. E pode deixar que mandarei o beijo para a Camila. =]

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  3. Gostei muito do texto, tá lindo demais!
    Já estou com saudades de vcs!
    Gostaria de ter mais tempo com vcs para conversar, fora de qualquer evento de parkour, pq só assim é mais tranquilo.
    Vocês são muito gente fina. Fico feliz tb em saber que vcs não são mais avatares de facebook e sim reais. Isso é muito da hora! rsrs

    Tati, tu tá forte cara, tua progressão está visível. Parabéns!

    Saudades e um abraço forte em vcs!

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  4. Ai ai, Butuí!!
    Fico feliz de saber que pude finalmente conhecê-lo. Eu já imaginava que você era uma pessoa boa, só não sabia que refletia tanta coisa boa. Também quero estar com vocês fora de época de evento.
    Ficarei de olho nas promoções para poder revê-los. =]

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