quinta-feira, 6 de março de 2014

Angélica Evangelista De Vries





NOME: Angélica Evangelista De Vries (PkCrew Sete Lagoas)

CIDADE: Sete Lagoas

IDADE: 22




FALE UM POUCO SOBRE VOCÊ: Sou estudante de Psicologia. Sou católica. Faço trabalhos com arte, mais precisamente com teatro. Gosto de fotografar, geralmente minhas fotografias são bucólicas. Sou aventureira, gosto de ambientes tranquilos, naturais, gosto de animais e de ficar com amigos e com a família.

HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TREINA: pouco mais de 1 ano e meio



COMO VOCÊ CONHECEU O PARKOUR: Moro em um dos picos, Lagoa Boa Vista! Via alguns meninos “fazendo alguma coisa” em cima de uma estrutura que chamamos “Coliseu”. Não sabia ainda que estavam treinando Parkour! Achava muito intrigante, parava e ficava olhando, mas nunca passou pela minha cabeça de ser um treino de Parkour. Já conhecia alguns dos meninos, Samuel e Rennan. Rennan me chamou pro treino do sábado (dia clássico pra treinar!) e até então eu só tinha a intenção de fotografar, mas brincando, brincando comecei a tentar uns vaults... Até que todo sábado eu estava lá! Uma moça no meio de uma bando de caras! Depois vieram as férias do meio do ano e toda noite saíamos pra treinar, chegava sábado treinava de novo e por aí foi... Não larguei mais. Um lugar que me acolheu, amigos que se tornaram família. Parkour me trouxe reflexões e abriu um mar de possibilidades na minha vida. Na hora em que precisava enxergar que existia um outro lado pra olhar, pra viver. Numa das épocas mais complicadas da minha vida, com desemprego, meu pai numa casa de recuperação e mais um monte de incertezas num relacionamento puramente unilateral e rotineiro.






O QUE VOCÊ VIU NO PARKOUR E O QUE O PARKOUR SIGNIFICA PARA VOCÊ: Possibilidades! E nossa turma proporciona a todos que chegam um aconchego incomum. Quanta gente incrível, com um caráter maravilhoso eu pude conhecer com o grupo. O Parkour hoje é a metáfora que mais atende ao que consigo observar na vida, mas não é uma terapia! rsrs Tenho um compromisso muito gostoso com ele e ele comigo. Se permitir, conhecer os limites, reconhecê-los como parte de você e que existirá uma boa hora para talvez, vencê-los. É como a vida, se mover, sempre se mover, usando tudo o que você tem, levando o tempo que você precisa. Aproveitar o que tem pra depois ver com o que suprir a “falta”, posteriormente, algo que irá te fazer buscar. Me traz muito do que procuramos também no teatro, um trabalho exigente com sua principal ferramenta: o corpo. Sem o movimento, o espaço é apenas o espaço, imóvel. É “conversar” com o próprio espaço, estar disposto a ocupar, se permitir, criar. Observar. Ser fluido, ter escuta, jogar.



QUAIS FORAM OS SEUS MAIORES DESAFIOS QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TREINAR?
Observar e tentar fazer. E conseguir né! Rsrs! Quebrei o pé assim que cheguei do II Encontro PKTD, exatamente uma semana depois... Estava com o “gás” todo e tive que parar com tudo! Uns 5 meses depois voltei a treinar normalmente... Acho que não reconhecia meus limites, que eu precisava dar tempo para que o meu corpo voltasse a funcionar normalmente. O descanso! Já havia um tempo que meu curso de teatro havia acabado, era o que me dava um bom preparo e uma certa força, então meus músculos ficaram fracos, também com as aflições da vida emagreci muito, muitas torções. Cheguei a achar que isso não era pra mim, mas não deu pra deixar a turma. A “teimosia” e os meninos me colocaram de novo pra cima! Aliás, e éramos 2 de pé quebrado no grupo, na mesma época, eu e Túlio! Rsrs Samuel me colocava nas costas, eu com um gesso que ia até no joelho e me levava pros treinos! PkCrew é a minha casa!
O V Encontro Feminino de Parkour também teve grande importância em como eu via o Parkour. Aqui na minha cidade eu só treino com homens. Então cai na cabeça naturalmente a questão da “limitação”, uma coisa que te “separa” do que é possível e do que não é possível que uma mulher faça! Claro que se eu quiser “pegar” meu namorado no preparo, eu terei que me preparar 25% a mais do que ele, questões biológicas. Maaaaaas, a grande descoberta foi que, treinar com mulher desconstruiu essas barreiras na minha cabeça! Não sei mais se existem “impossibilidades femininas”...! Digo, metaforicamente, que o que havia do outro lado do muro era a frase: “Parkour Feminino – sem limites!”




“Thank God, that he wiped away the hard times!” 
Live-on. Manafest

















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