terça-feira, 3 de julho de 2012

O treino mais difícil: o retorno

Já se machucou que teve de parar por um tempo? E o retorno como foi?

Bem, começo perguntando isso, pois estou passando por esse processo. Eu lesionei os dois joelhos. Não! Não foi treinando, pelo contrário (não vou contar o que aconteceu para provocar isso que eu já cansei de explicar como o meu corpo é sacana comigo). Fiquei um mês e meio afastada dos treinos de parkour, apenas fazendo os exercícios da fisioterapia e caminhadas.
Quem me conhece sabe da falta que senti de treinar e o quanto isso me fazia mal. Por mais que eu tivesse colocado na minha cabeça que eu precisava me afastar para cuidar da minha saúde, era como se tivessem arrancado algo de mim. É a mesma coisa com a corrida... sinto falta!

Me pareceram maiores que o habitual

Mas, não vou me lamuriar pelos problemas, e sim contar sobre o retorno. Eu marquei com algumas pessoas, e claro a maioria faltou (já que acordar cedo domingo de manhã não é a praia de muita gente), e eu já sabia disso. Olhei o local e pensei que teria de encará-lo sozinha. Olhei os muros e pensei em como me adaptaria as minhas condições. Como colocar a minha cabeça para funcionar e me mostrar as possibilidades de um treino leve. Comecei com o de sempre um alongamento leve, aquecimento. É estranho perceber que embora o meu corpo aparentasse ser forte, eu senti dificuldade em executar coisas simples que sempre fiz no aquecimento dos treinos.

Corrimão, grama e lama

Os joelhos não estão bons ainda, então em tudo que eu fazia tinha de pensar na maneira mais leve para que não provocasse nenhuma dor. O local começou a encher de crianças e como queria me concentrar, fui a um outro canto pequeno em que sabia que dava para me soltar e fazer algo leve. Me senti surrada pelo lugar, pelo medo de me lesionar de novo, pelos olhares, por tudo. Mas, continuei tentando. Não treinei tanto, mas o tempo que treinei me deixou um pouco cansada. Parei, respirei e nesse meio tempo um amigo chegou. É sempre bom treinar, conversar, gargalhar e discutir com ele. Treinamos mais algumas coisinhas por ali, e resolvemos partir dali e procurar outro local para continuar o treino.


Controlando a vontade


Ir a um lugar que você se acostumou a tentar correr é no mínimo esquisito, porque você fica na vontade e tem de controlá-la. Quantas vezes eu me travei no meio das tentativas de passar pelo lugar? Perdi a conta. Abortei passadas, precisões que meu corpo queria fazer. As cenas foram patéticas, tanto que provocaram risos no LC. Diferentemente do que aconteceria em outros treinos, não terminei o treino me sentindo frustrada por não conseguir fazer as coisas que estava acostumada. Mas, com a certeza de que é o primeiro treino de muitos, e de que é preciso que eu volte a alguns exercícios para me tornar forte.  Até porque quem entende o tempo necessário para voltar a ser o que era é o corpo, ele que precisa reaprender. E se eu "quero fazer Parkour pelo resto da minha vida e por isso eu vou ter que parar todas as vezes que o meu corpo mandar e vou ter que voltar do zero quantas vezes for necessário" (copiei isto descaradamente do seu texto, Ana).


Vamos ver como serão as cenas dos próximos capítulos...

7 comentários:

  1. Creio que esse "tempo de recuperação" faz parte do treinamento e é bacana saber que você prioriza a sua saúde, isso me trás umas frase na cabeça "ser e durar".
    Trate de ficar logo 100% pois você deve uma visita ao parkour Teresina e queremos te sugar toda!

    ResponderExcluir
  2. Ahahahaha... Pode deixar! Vou me recuperar logo! =]

    ResponderExcluir
  3. melhora joelho da Tati, falta 1 mes pro Urban Parkour :D huasahsuusah

    ResponderExcluir
  4. já te falei e vou falar de novo, me identifiquei MUITO nesse texto! Estamos juntas Tati :)

    ResponderExcluir
  5. EU GOSTEI MUITO QUERO PARTICIPA DO ESPORTE

    ME CHAMO GABRIEL/MACAPÁ ,QUERO MUITO PARTICIPA



    ResponderExcluir
  6. Oi, Gabriel! Você começar vendo se há algum grupo no seu estado. Me lembro que na época do orkut tinha um grupo na web.

    ResponderExcluir