domingo, 1 de julho de 2012

Raíssa Chagas

Nome: Raíssa Ramos Chagas

Cidade: Curitiba - PR

Idade: 20 anos

Fale um pouco sobre você:
Estou no segundo ano do curso de Educação Física. Sou ex-bailarina e ex-ginasta. E atualmente instrutora de Parkour

Há quanto tempo você treina?  Meu primeiro treino foi em Julho de 2009.



Como você conheceu o parkour?
Eu conhecia o parkour desde 2008. Tinha alguns conhecidos que praticavam (atualmente nenhum deles continua treinando). Achava interessante pois já tinha assistido um pedaço de treino uma vez (vi os meninos se jogando por cima de um pedaço de concreto e achei loucura), mas nunca tinha me imaginado treinando. Até que conheci um garoto no cursinho pré-vestibular que chamou umas 4 pessoas para um treino, 3 meninos e eu de menina. Fui para experimentar, e nem de longe esperava gostar tanto da prática já de início.  Eu conheci o Parkour de fato, na prática. Eu não tinha assistido B13 ou nenhum outro vídeo na internet. Sabia que tinha Parkour no clipe da Madonna, mas nem me chamava muita atenção.

O que você viu no parkour?
Vi possibilidades de movimentos nunca me mostradas antes. Habilidades que eu poderia treinar ali para melhorar meu preparo físico. Confesso que quando comecei a treinar Parkour imaginava que seria um complemento para o meu treino de Ginástica Rítmica (pois na época ainda treinava). Força, equilíbrio e tudo que pudesse melhorar meu controle corporal.




O que o parkour significa para você?
Desde o início o que mais me chamou atenção na prática foi a, então dita, "filosofia". Eu ficava abismada com a receptividade dos praticantes à pessoas novas. E a cooperatividade ao invés de competitividade que me conquistou. Eu vim de um meio onde as pessoas eram extremamente competitivas, inclusive dentro das próprias equipes ou grupos. Havia exceções (sempre há), mas o contraste foi tão grande que quando percebi a dança e a ginástica já não faziam tanta falta como eu achei que fariam.

Escolhi o curso que faço pela dança e pela g.r., mas hoje, trabalho como instrutora de Parkour pelo GAP (Grupo de Aulas de Parkour), dou aula para crianças e adultos. Acredito que o Parkour, para mim, se tornou muito mais do que um hobby, ou um complemento de treino como eu achei que seria. Atualmente Parkour é o que eu treino e é para isso que eu me dedico. 

Quais foram os seus maiores desafios quando você começou a treinar parkour?
Dificuldade em treinar força (que acredito ser a dificuldade mais comum entre as meninas). Não estava acostumada a treinar flexão (a não ser com os joelhos no chão) e muito menos barra. Mas o que pra mim era diferente e difícil me incentivou ainda mais a treinar.

Eu sempre tive muito medo de altura, e ainda tenho. Isso amenizou um pouco depois que eu comecei a treinar. Me senti mais confiante e mais segura do que estava fazendo. Aprendi a enfrentar isso e já foi um grande avanço.

Entretanto, acredito que, minha maior dificuldade foi aceitar que era necessário eu sair da minha zona de conforto para poder me desenvolver na prática. Tudo o que eu treinava antes era relativamente fácil, tive que aceitar o que eu achava difícil para melhorar, tive que engolir um pouco de orgulho para poder evoluir. De certa forma treinar Parkour me ajudou a me conhecer melhor e principalmente a ser mais humilde. 

Eu sei que evoluí na minha movimentação e na minha forma de pensar e fico satisfeita em poder passar o que eu sei a partir de experiências minhas para outras pessoas. Mas, tenho consciência que tenho potencial para melhorar e aprender muito mais... E assim espero.

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