quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tacianni Cajueiro Andrade

Nome: Tacianni Cajueiro Andrade

Cidade: Aracaju-SE

Idade: 22 anos.



Fale um pouco sobre você: Baiana, jornalista, meia-direita, santista, chocólatra, amante da língua portuguesa, cabeça-dura. No fundo, queria ser pirata, cavaleiro templário, piloto de Fórmula 1, ou chefe da máfia Italiana. Gosta de pular muro e andar descalça.

Há quanto tempo você treina? Há dois, e dois meses.

Como você conheceu o parkour? Muitos anos atrás, eu vi essa parada estranha, num programa de TV. Achei legal, e fim. Não dei muita importância. Em outubro de 2010, precisando de uma pauta pra uma reportagem, pra disciplina de Telejornalismo I, um amigo sugeriu que eu entrasse em contato com a recém-formada Associação Sergipana de Parkour. Nossa proposta de programa era voltada para a linha esportiva e, eu queria mesmo era rapel. Não fazia ideia que tinha praticante de parkour no estado de Sergipe e, rapel com os bombeiros me pareceu, naquele momento, bem mais legal do que parkour, com um bando de meninos, que eu não sabia o quê, ou mesmo se renderia. Optei pelo parkour, porque não consegui agendar nada com os bombeiros, dentro do nosso prazo. Num fim de semana, fiz reconhecimento do ambiente, dos meninos, da prática; no mesmo dia, comprei meu moletom. Gravamos no dia seguinte; fiz um treino experimental; nunca mais deixei de ir.



O que você viu no parkour? Antes de qualquer coisa, me vi imensamente confortável, num ambiente totalmente alheio à minha realidade. A receptividade dos meninos foi crucial e logo me peguei criando laços com eles. Mas, mesmo voltando pelas amizades que se constroem , é preciso muito mais pra se permanecer. Parkour é diferente de qualquer outra atividade que conheci: a liberdade e infinidade nas possibilidades de movimentos, a ideia de ser tão forte, tão ágil e tão útil quanto seu corpo lhe permitir ser; a satisfação na gradação, mesmo que lenta, em alguns momentos, a adrenalina tão parceira (porque não?). Ali era, definitivamente, o meu lugar.

O que o parkour significa para você? Liberdade: Seja de movimentação, de treino, ou na desconstrução do espaço. O parkour me ajudou a quebrar preconceitos, paradigmas e convenções sociais. Amizade: escolhi, pra mim, esta outra família.

Quais foram os seus maiores desafios? A falta de preparo físico foi um balde de água fria em vários e vários treinos. Era frustrante (ainda o é) quando o corpo não obedecia, ou não aguentava o ritmo do grupo. Ganhar força exigia disciplina e, esse nunca foi o meu forte. Mas, o maior dos problemas foi ter de conviver com as lesões que se amontoaram, pelo caminho. Depois de uma lesão crônica nos joelhos, treinar machucada, limitada, sentindo dor, tem sido o mais árduo dos desafios. Fez-me desanimar em muitos momentos e readequar meu treino, adaptá-lo, até modificá-lo por completo. Foi também a maior das lições. Aprendi a treinar melhor e a ter controle do meu corpo. Percebi que não preciso ser a mais rápida, ou a que tem a maior precisão, pra continuar a treinar parkour. Percebi que o treino de parkour é diferente pra cada um e, a depender de como se treina, pode-se treinar pra sempre. E que, parkour não está entre as recomendações de nove, entre 10 ortopedistas.



Priscilla e Taci

Ana, Taci e Priscilla

Luana e Taci

Um comentário:

  1. olá linda. pfv me liga. juro não sou nenhum tarado rsrsrs sou menina como pode ver tenho 17 anos. se me conhecer vai saber. (vivo)081-81804972 (tim)081-9838-4606

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