segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ahhhh! O 7° Encontro Feminino...


Sempre que alguém fala sobre encontros, eu sempre digo que você deve ir a um encontro feminino. Se você for daqueles que ama levantar a bandeira de que um encontro feminino de parkour é sexista demais. Vá a um encontro antes de abrir a boca, por favor!

O Encontro Feminino de Parkour é um encontro como qualquer outro, onde TODOS são bem vindos, só que não há: "Você pode sair daí que eu vou filmar rapidinho um vault cabuloso?". É um encontro como qualquer encontro, mas em que não há medo de dizer que é iniciante, ou que é dinossaura(o) e que não consegue fazer algo. Não terá julgamento do seu treino, mas ajuda e ideias para você pensar em levar para sua vida. Aliás, o que você sabe que há uma troca de experiências. São conversas, são treinos. Você percebe que é meio mestre, meio aluno. E que há mobilização para trazer a galera para perto (o projeto adote uma traceuse é uma prova disso).

Foto: André

Foto: Nick

Se fosse só para abraçar aquela pessoa que você bate altos papos nas redes sociais e que você acompanha os treinos pelos vídeos e fotos, já valeria. E nas conversas que acontecem durante o encontro, você sabe que o sentimento pela atividade é o mesmo. Mas, às vezes é necessário um puxão de orelha para entender que os valores ditos deveriam ser prática.

Quantas vezes se ouviu que alguns não saem do lugar por treinar os iniciantes? "Você não sabe nem se eles aparecerão nos próximos treinos!". Quantas vezes disse que queremos mais mulheres praticando se as deixamos no canto ou colocamos rótulos de fracas e apelidinhos de maria mureta. "Quem quer, continua treinando... que nem homem!".

O que a Natália Ivanova disse não era novidade para muitos dos que ali estavam no workshop, mas talvez seja a lembrança necessária para a mudança de postura. Somos o que falamos da atividade? Ou será que estamos no coro "Olha o mimimi!"? Ninguém levantou a voz para dizer que discordava do que ela dizia, mas vi tantas vezes brazucas falando a mesma coisa e ouvirem que parkour é uma prática apenas pessoal. Justamente no encontro feminino vejo que não é uma prática pessoal, é do coletivo... e um coletivo bom.

Obrigada a todos que tornaram isso possível (aos que organizaram e aos que foram). Muito amor por vocês. Sério! Apesar de passar frio (bullying com a carioca), descobri que além de dividir muro,podemos dividir cobertor, colchão,pneu... rs! Queria agradecer especialmente à Danny japa gata Tiemmy, Rúbia, Camilinha e sua mamis. E ao Ruan, ou Cauã (esqueci o nome, mas não a atitude de me emprestar o cobertor enquanto tremia de madrugada)... salvou uma carioca, ao Oliva (finalmente o conheço). Muito obrigada a vocês!

Bora subir uns muros?


PS: Se quiserem mais fotos, peçam ao Dênis Braga para postar logo.


4 comentários:

  1. Amo o feminino de tantas formas que não tenho como dizer o quanto foi dolorido não ir este ano.
    Massa o texto, a reflexão!

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    1. E você fez falta. Fiquei falando pra Taci quanto queria que vocês se conhecessem.

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  2. Mais fotos do encontro galera: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.746125272156348.1073741834.447683845333827&type=3

    Também gravamos um pouco do encontro, segue os vídeos:
    https://www.youtube.com/watch?v=WB3WZdcplyc
    https://www.youtube.com/watch?v=yWyCinvIDws

    Vlw

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