domingo, 4 de dezembro de 2011

Carolinne Goes

Nome: Carolinne Fernandes Goes

Cidade: Vila Velha - Espirito Santo

Idade: 21 anos

Fale um pouco sobre você: Cara, acho que essa pergunta tinha que ser abolida daqui (pelos menos na minha postagem) por que eu nao sei falar sobre mim. Sou muito complexa, chata, anti-social, ao mesmo tempo simpática, palhaça pra caramba. Nao sei o que quero ser da vida e admiro os que sabem. Só sei que quero continuar dançando e fazendo parkour enquanto eu ainda tiver forças pra fazer.


Há quanto tempo você treina? 2 anos e meio, tá indo pra 3 já.

Como você conheceu o parkour? A verdade é que eu nem me lembro direito como começou Oo suahashuashushau A primeira lembrança que eu tenho foi de um encontro de ex-alunos da escola onde eu estudava, e de ter falado pra um garoto 'acho que vou fazer le parkour' e ele ter me olhado com cara de desdém e me dito que eu nao tinha capacidade, então eu decidi que eu iria fazer e mostrar a ele que eu posso o que eu quiser.
Então, eu encontrei a comunidade do orkut Parkour Espírito Santo e fiz uma postagem lá, a verdade é que o único que botou moral que eu ia treinar foi o Marcelo. Comecei nas oficinas que ele dava no CRJ (Centro de Referência da Juventude), e uns 3 meses depois teve o 2° encontro capixaba Urban Parkour, quando conheci outros praticantes. Lembro-me de ter ficado encantada olhando todas aquelas pessoas saltando por cima de andaimes de distâncias que eu achava impossíveis de alcançar. Então, me apaixonei!






O que você viu no parkour? No começo foi a vontade de mostrar pra aquele menino citado lá em cima que eu era capaz. Depois foi o convívio, as amizades. Por um tempo também teve a 'glória' de ser a única mulher treinando parkour no estado inteiro. A falta de competições também me deixa bem a vontade e feliz. Mas nada disso sustentou, porque o que te mantém no parkour é a sua evolução pessoal. Aí eu conheci a Tati e Ju.

O que o parkour significa para você? O Parkour pra mim é a atividade do meu corpo sendo livre e fazendo o que nasceu pra fazer. Afinal, se fosse pra eu ficar em casa sem me mexer Deus nao tinha me feito com tantos músculos e articulações. Os traceurs e traceuses são irmãos de outra mãe que Deus sabia que não podia colocar na mesma família, senão minha mãe enlouqueceria. São amigos de verdade que talvez eu não conhecesse se não fosse pelo parkour, são pessoas a Km de distância que se fazem tão perto.

Quais foram os seus maiores desafios quando você começou a treinar parkour? No começo tudo são flores né... Pelo menos comigo foi assim. Depois começaram as primeiras quedas, os medos, as torções no tornozelo que até hoje são frequentes. Então, eu comecei a ficar cautelosa demais. O medo é o meu maior desafio! Uma coisa incrivel é que descobri quanto tenho medo de altura uhsasauhsahu Eu não sabia disso, até começar a subir mais alto pra saltar e fazer precisões. Mas como dizem os meninos daqui: 'o medo é seu sinto de segurança'.




PKES: Vou falar do Parkour Espírito Santo, que é minha familia. Quando eu comecei aqui no estado não existiam grupos, eramos uns 30 praticantes e todo mundo treinava com todo mundo. Em 2010 é que a galera se dividiu em grupos por regiões pra treinar com quem estava mais perto, mesmo assim não deixamos a essência de todos se ajudando e se divertindo juntos (os treinos de interação que o digam). Sou muito puxa saco do meu estado e dos traceurs daqui, por que eu vejo o esforço deles todos os dias, às vezes podendo treinar só no fds, estilo 'pedreiro' como diz a galera do free running, já que não temos nada além de vontade, criatividade e preconceito dos moradores. Não quero dizer que só meu estado é assim, mas a gente fala do que conhece nao é?! O que vejo (na verdade ouço) é que nos outros lugares as pessoas têm preconceito dentro do próprio parkour. Aqui nós não somos gringos nordestinos, e sei que como representante do parkour feminino deixo muito a desejar, mas se tem uma coisa que a gente pode ensinar é como ser uma família independente das diferenças. É isso que eu queria falar pra todos os outros praticantes do Brasil, já somos tão poucos, pra ainda por cima esses poucos ficarem excluindo e criticando uns aos outros. Deixa que o mundo já critica a gente bastante!

O Blog: Tudo culpa da Tatiana Silva! Sim! Pergunte a ela...
Começou assim, eu adicionei a Tati no msn porque achei ela legal, mas nunca tinha assunto pra conversar com ela (rs). Um dia durante um treino aconteceu uma coisa muito peculiar e fui contar pra ela. A Tati entao disse pra eu escrever sobre isso que ela iria traduzir e postar na Girl Parkour, foi ai que nasceu o Confiar em si mesma e foi ai que eu conheci o site Girl Parkour. Entre o dia que eu comecei a escrever sobre isso e o dia da postagem a Juliana Dantas escreveu o Postura e Evolução e publicou no blog dela. A postagem da Ju me fez perceber que o Parkour Feminino Brasil tinha material e ótimas representantes pra ter um blog só sobre isso (foi culpa da Ju tbm viram?!). Eu falei com a Tati 'podia fazer um blog brasileiro né?!' e ela me deu maior apoio, daquele jeito da Tati né, que todos conhecem e amam. Então eu com toda minha sabedoria de acesso ao Google kkk 'fiz' esse layout aí que voces conhecem e acessam (que já tá na hora de mudar, porque já cansei dele).
A verdade é que quando eu fiz eu fiquei com medo de divulgar, porque afinal 'Quem é Carolinne do Espírito Santo?'. Foi o que eu achei que todos pensariam quando soubessem da ideia, e que provavelmente ninguém acessaria ou se interessaria, que as meninas não apoiariam a ideia e não mandariam material. Mas então veio a Tati, cheia dos contatos e influências, e fez com que todos ficassem conhecendo o blog.
A ideia desde o início era que eu, a Tati e a Ju so organizássemos as coisas, mas que não escrevêssemos tudo. Era conseguir coletar os pensamentos de tantas mulheres (e não só mulheres, porque já tivemos postagens de homens aqui também), mostrar as diferenças e conhecer pessoas e lugares que talvez eu nunca tenha acesso.
Deu certo! =)
Cada vez que uma menina voluntariamente (ou pressionada pela Tati) manda material, eu leio com tanto entusiasmo. E às vezes fico lendo coisas antigas, tendo um tipo de nostalgia e aprendendo de novo aquilo que talvez eu tenha esquecido.
E aqui vai meu agradecimento pessoal a todas as que já postaram aqui, que me deixaram roubar seus textos nos seus blogs pessoais ou que escreveram exclusivamente pra esse blog.  Por que vocês não sabem quanto me inspiram a continuar treinando cada vez que escrevo um perfil, vejo um vídeo, arrumo a galeria de fotos, toda vez que tomo um tapa na cara pra tomar vergonha e treinar direito, ou que leio uma palavra de incentivo pra não desistir.
Obrigada por mudarem minha vida todos os dias (sim, mudarem, porque eu nunca serei boa demais que não possa aprender), até as que nunca trocaram um 'ai' comigo.

E pra você que leu isso tudo, sai da frente do pc e paga 50 flexões pra compensar o tempo ocioso!

4 comentários:

  1. voce e o cara mano,me inspira pra caralho <3

    .berg

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  2. Muito fofa, Carol!!

    Peraí que tenho de pagar as flexões. xD

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  3. PARABÉNS!!!!!!!!! Além de inspiração mostra um exemplo de força de vontade e superação, não só com o treino, mas também com o blog!!!!! Dimaisssssssssss

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