sábado, 16 de maio de 2015

Kharkiv - Viagem, parkour e amigos


Começo com uma nota sobre a pronúncia do nome da cidade. Em português, a cidade se chama Carcóvia. Fácil fácil de confundir com a cidade polonesa Cracóvia. Quando alguém me perguntava qual cidades visitei, preferia falar o nome da cidade em russo para não ter confusão com a outra cidade, já que passei pela Polônia. Acredito que para o Português ficaria melhor Rarcóvia, com o primeiro R sendo pronunciado como o carioca pronuncia Rio. De onde tiraram o  para chamar a cidade desse jeito em português? Juro que não entendo.

Antes de chegar à Ucrânia, já tinha conversado com a Valéria que a visitaria no final de semana da Páscoa. Desisti de ir na Páscoa, e preferi o final de semana seguinte. Só tinha esquecido um detalhe: a diferença entre os calendários católico e ortodoxo. Acabei fazendo a viagem na Páscoa ortodoxa. Imagina a dificuldade de conseguir passagens. Assim como no Brasil, as pessoas viajam neste período para visitar suas famílias. Ok! Isso não me faria desistir de cumprir a visita prometida à Valéria.

Como a Valéria tinha dito que estava trabalhando e só poderíamos nos ver no domingo, durante a semana pensei que seria uma viagem só para fotografar a cidade e depois dar um abraço na amiga que antes falava apenas nas redes sociais. Até que avisei a Sandra que não compareceria ao treino no final de semana por causa da viagem. Pronto! Deixei a mesma preocupada. Mesmo lembrando que eu sou do Rio, e que eu sobrevivo, ela me colocou em contato com diversas pessoas. Imagina chegar à estação de trem em Kharkiv e ser recebida pelo Oleg com cartaz ainda escrito em português, e mais o Ivan (a graça era que os dois não se conheciam até então, culpa da Sandra). Quando eu falo que a galera do parkour é muito amor... <3>


Achamos o hostel que eu tinha feito reserva (sim, me levaram até lá). Quando viu que eu estava em segurança, que tinha uma cama para dormir, e combinado que colocaria outras pessoas em contato comigo para treinar no dia seguinte, Oleg deixou Ivan a cargo de me apresentar parte da cidade. Começamos comendo (porque eu sou fome). Percebi a leve cara de espanto do Ivan com a quantidade de comida que coloco no prato. Eu como mesmo! Não me venha com prato com pouca comida, ok?! Ahahahahahaha...

E fomos conhecer a cidade. Kharkiv é uma cidade com prédios que lembram mais o período da URSS. Para quem não sabe era a antiga capital da Ucrânia. Peço desculpas ao Ivan, porque parecia uma maritaca perguntando sobre tudo e parava toda hora para fotografar. Esses meus olhos de criança... 







E Taras Shevchenko tem seu espaço também em Kharkiv. Das esculturas que vi sobre ele, essa foi a que mais gostei. Se não me engano, seria a representação dos personagens por ele contados.



Manhã seguinte, hora de acordar e comer, e lá fui eu tentar achar algum mercado aberto. A parte que eu estava na cidade era meio Juiz de Fora, as lojas fechadas no domingo. Na saga de achar qualquer padaria aberta, acabei visitando a igreja da primeira foto! Gente, que coisa linda!  Aliás,Kharkiv é uma daquelas cidades que eu quero voltar para passar talvez uma semana. Me deu a sensação de que eu deveria ficar um pouco mais para entender e viver um pouco mais a cidade. Do que eu percebi, é que é uma cidade em que a população é mais diversa. Zhenya me falou que deveria ser porque as universidades lá eram mais em conta do que em Kiev.



Depois disso, eu e o Ivan saímos do hostel para esperar um dos traceurs, e quem nos esperava era o Kostya. A voz dele me lembrava os áudios de russo que eu ouvia durante os estudos,  Logo, gostei dele mesmo não entendendo metade das coisas que ele falava. Mas, já rolou promessa de melhorar no russo para termos uma conversa normal. Chegamos ao pico ao lado do museu de história da cidade, ao lado de tanques (calma que eram de enfeites) e muretas. Esqueci de contar que era um dos primeiros treinos do Ivan. Então, esse foi um ótimo lugar para começarmos. Foi nesse pico que conheci pessoalmente o Zhenya.

Daí partimos para o OMG pico dos primeiros vídeos que eu assisti na vida. Estava em melhor estado do que tinha visto nas fotos. E ele é muito maior do que eu imaginei, e muito mais bonito. E eu fiquei encantada olhando para o teto. E lugar bom de explorar. Preciso voltar para passar uma manhã naquele lugar. Preciso! Oleg apareceu lá também mesmo com Krepatura (DOMS)! E ainda me deu um doce produzido na cidade. \o/



Sim! Tinha visto o pico no dia anterior. Mas, infelizmente estava de calça jeans,

Dali partimos para um pico perto de uma estação de Tv. Cidade cheia dos flows. Ahahahaha... E com a sua temperatura de inverno carioca, ouvi a reclamação: Está quente que nem um inferno! Ahahahahahahahahha... NUNCA! Ainda  tremo de frio de pensar nas temperaturas de 20°C para menos. Fica o convite para virem desidratar no verão carioca, ou melhor, de me visitarem no verão.  Depois de sofrer no sol.... ahahahahahahahhahaha (eu não consigo parar de achar graça de imaginar 20°C como quente), fomos à Prokach. Vou deixar que as fotos falem por mim.



Finalmente a Valéria chegou e eu pude dar o abraço devido, prometido e querido desde que tinha avisado que iria à Ucrânia. E, gente, ela é a cara da Raíssa só de cabelo vermelho. Até a voz é parecida. Da Prokach fomos comer, andar no parque, comer de novo (dessa vez congelando no frio... carioca sofre). Parecia que conhecia Valéria e Ivan há anos. Obrigada pela paciência, até na minha tentativa de pronunciar qualquer coisa em russo. xD


A pizza não tinha orégano. Como assim?




E a conversa era: nem se me pagassem subiria nesse brinquedo.

Gostaria de agradecer a algumas pessoas que fizeram parte dessa  viagem. Sandra que me colocou em contato com algumas pessoas, e por toda preocupação dela comigo. Ao Sergey pela ajuda a descobrir os hosteis da cidade e pela melhor foto de toda viagem, com a cara de "Alguém me salva dela, por favor!".



Ivan e Valéria por me apresentarem uma Kharkiv cheia de encantos e muitas fotos. Oleg, obrigada por toda preocupação. Me senti muito querida. E eu voltarei para te perturbar. Quando ainda não sei.
Não poderia faltar o meu agradecimento aos fofos do Kostya e do Zhenya. Rapazes muito obrigada pelo treino, e espero vê-los em breve, E refaço o convite de me visitar no Rio, hein!

Já ia esquecendo uma pessoa que não conheci pessoalmente, mas que eu preciso agradecer : Dima! Muito obrigada! Devo brigadeiro a você. Quando eu voltar à Ucrânia, pode me cobrar!



Provavelmente esqueci um monte de coisas e fotos. Mas, o texto é mais para matar um pouco das saudades desse povo. Beijos e abraços da carioca!

Fui!


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