domingo, 3 de fevereiro de 2013

4º Encontro Feminino de Parkour

Por Camila Lopes.

(Texto escrito ao som de Dominguinhos :D)
Nunca havia sentido um Sol tão forte...
Mas talvez não tenha sido só o Sol... Voo com parada em Campinas e destino em Salvador pra pegar um ônibus e quatro horas de viagem até Sergipe... Tão distante de tudo... Tudo era forte, e também a emoção do novo... Eu olhava e não reconhecia direito o ar das coisas... Feliz do primeiro que disse que há vários Brasis num só...  
O cansaço, as horas de sono,  o sacolejar do ônibus, tudo valeu a pena... O desejo de visitar a região onde sinto que estão enterradas as origens do meu país não correspondia à minha nunca ida até lá. Então resolvi aproveitar o encontro e matar logo três dos meus desejos: treinar com gente nova, ir a todos os encontros femininos que eu pudesse e conhecer uma terra tão querida. Juro que caiu um cisco no meu olho quando cheguei em Salvador. E outro ainda maior quando pus meus pés em Aracaju...
Aproveitar a boa-vontade das pessoas foi a coisa mais bonita desse encontro. Peço desculpas a você leitor se falo mais de pessoas do que de treinos ou picos. É que sinto que há certas prioridades... Não sou uma puta traceusse, mais por minha preguiça mesmo. Então tenho a mania de enxergar mais as pessoas que os movimentos ;).




O ar, a comida diferente, o Sol que queima, o vento fresco, os sorrisos, o MARAVILHOSO sotaque nordestino que é música pros meus ouvidos – eu, filha de maranhense e estudante de Letras – e ao mesmo tempo a sensação de estar em casa, a satisfação de estar entre amigos, as amizades feitas, os laços. O ACOLHIMENTO que tive. E falo especialmente por mim e pela Tati – as duas sulistas do encontro rs. Só trago a gratidão desse momento, que guardo profundamente. Que é mais importante que – veja só! – a minha “espetacular” subida no muro mais alto da minha história de traceusse rs.
E eu sempre vi o povo nordestino como um povo forte – confirmei isso pessoalmente. Aplaudo especialmente a força e resistência das meninas, a dedicação com os treinos, e a ajuda prestada. O super-desafio físico – que vou guardar pra fazer periodicamente (vou fazer! rs), as escaladas, climbs, precisões, o “cara, mas eu já to exausta!” e ver as meninas ainda treinando, isso foi muito gostoso de ver. Eu duvido que o cansaço dos músculos e dos ossos não tenha sido muito bem aproveitado e deliciosamente sentido. Eu senti. Porque cansaço é muito bem sentido quando se faz o que se gosta.
A coisa mais meiga – e que pena que perdi com o tempo! – foi adquirir um leve sotaque nordestino... Confesso que gostaria de mantê-lo um pouco mais...
Peço perdão porque demorei um pouco a escrever... É que o tempo me faz ver melhor as coisas e sentir melhor a vida vivida... E a saudade me faz escrever melhor J. Espero todas vocês aqui no Rio, são todas muito bem-vindas!





À Aracaju, o meu carinho! Camila L.

2 comentários:

  1. que pena que faltei dessa vez mas próximos estarei com vcs parabéns a todas .....um grande abraço a todos(a) !!!
    e rapaz deu foi menina viu em Bruninho...oxente se oriente...kkkk(bricadeira broder).

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