segunda-feira, 5 de maio de 2014

Minha culpa

Meses sem escrever algo por aqui, ou em qualquer lugar, eis que apareço. =x

Para quem não sabe, passei mais de 15 dias na Ucrânia. E antes que você me pergunte, não treinei com a Ann, porque não consegui retorno dos contatos. Mas, pude conhecer e treinar com os rapazes de Kiev. O que foi uma experiência muito boa para mim.

O primeiro ponto é que senti neles o sentimento de companheirismo que vejo meio perdido em diversos treinos que já participei (e digo isso em várias cidades). Segundo, porque vi uma preocupação com os novos praticantes. Eu os encontrei no pico da foto (encontrei depois da terceira tentativa, nas primeiras me perdi pela cidade... sério!), havia 3 iniciantes no treino, o que me fez relembrar os primeiros treinos femininos (lembrem-se de que escrevi sobre tais treinos em um texto há alguns anos aqui?). Treino físico, movimentos básicos.


Fazia tempo que não treinava, então me misturei em parte do treino com os iniciantes, e foi bom. Apesar da diferença de idiomas, conseguimos nos comunicar. Sabe a velha discussão free running x parkour, também rola lá. Os rapazes preferem fazer a prática crescer, incentivando conhecimento e evolução na atividade. Rapazes, você não leu errado! Perguntei sobre mulheres nos treinos, e o Max me disse que eram poucas em Kiev, que a referência mesmo na Ucrânia era a Ann (descobri que pronunciava o sobrenome dela mega errado).

Fiquei pensando no caso da prática aqui. Cheguei à conclusão de que parcela de culpa pelo número reduzido de mulheres entrando na atividade é nossa. É minha quando deixo de lado o blog, quando deixo de postar que vou treinar em algum lugar, quando deixo de movimentar os treinos de iniciação de mulheres no parkour, quando deixo de filmar (a pior barreira, já que eu odeio me ver em vídeo). Me lembro do Syd dizendo que filmar seria a melhor maneira de divulgar a atividade para outras mulheres da região. Mostrar que é possível.

A pergunta que fica é: o que se pode fazer em cada região para abrir espaço para mais mulheres conhecerem e talvez se interessarem pela atividade? Conhecer não significa se tornar praticante, mas como renovar a atividade e fazer outras pessoas voltarem a treinar, pensando apenas na sua "evolução" individual?

Parkour, passe para frente!

4 comentários:

  1. Sempre fico pensando nisso....E acho que posso mudar muuita coisa! Veremos nas cenas dos próximos capítulos! Valeu pela "provocação" Tati. Bjo

    ResponderExcluir
  2. Poliiiii!!
    Penso a mesma coisa! Podemos mudar muita coisa, mas muitas vezes ficamos tão concentrados em nós mesmos que estacionamos a prática. E falo isso por mim. Espero que os próximos capítulos sejam melhores do que esse atual que estou.

    ResponderExcluir
  3. Caramba era disso que tava falando... 'Em alguns treinos com o Gust Avo.'
    Tenho ideias em mente, mas meio que nao levei a serio. Agora vejo que nao era so em minha mente que esse tipo de problema vagava... Espero poder ajudar, assim como vou tentar fazer o mesmo por aqui: Salvador-Ba

    ResponderExcluir
  4. Acho que esse é o espírito! Vamos fazer algo mesmo! Vamos nos posicionar. Às vezes acho que é isso que falta na gente.

    ResponderExcluir