sábado, 6 de agosto de 2011

I ♥ Parkour

Por Daniele Tiemy - Maringa - PR - http://danny-tiemy.blogspot.com/





  Tudo começou à cerca de três anos atrás, devido a um vídeo de alguns tracers de Boituva-SP, ao ver me interessei e resolvi pesquisar a respeito, até que encontrei a comunidade do Parkour Maringá, havia consideravelmente uma boa quantidade de praticantes naquela época, pesquisei sobre a teoria e do que se tratava esse tal de parkour. Resolvi aparecer em um dos treinos, naquele tempo eu participava de um grupo de dança o 'Afrosim', e só isso era o que estava me salvando do pleno sedentarismo. O começo foi bem complicado, pois tanto eu quanto eles não sabiam como direcionar alguém à prática do parkour, meu corpo não respondia pois não estava acostumado à fazer tanto esforço físico, mas mesmo assim, não sabia o porque, me sentia bem. 
   Porém confesso que os primeiros meses foram extremamente difíceis pra mim, pois durante os três primeiros meses, treinei escondido, após minha mãe se recusar a me deixar treinar. Logo no segundo dia de treino, em uma tentativa de monkey, acabei indo com a mão antecipadamente e durante o movimento minhas pernas não responderam ao meu comando, fazendo com que eu batesse a canela e abrisse, sim doeu, mas no final das contas tudo deu certo, passou-se os três meses e contei para minha mãe o que eu sentia durante a prática; a liberdade, a adrenalina correndo em meu corpo, e a maravilhosa interação entre eu, o meu corpo, e o mundo; e como mãe é mãe, ela me compreendeu e deixou, não apoiou mas era um ótimo começo já.
  Para mim, uma das coisas mais magníficas e imediatas que o parkour me trouxe, foi o fato de eu começar a enxergar o mundo de uma maneira extremamente fora do comum, algo que tudo que eu olho me encanta, desde os banco de uma praça às raízes de uma árvore.
  Após um mês e meio de treino.. meu corpo estava começando a se adaptar, me sentia feliz por isso, mas ao mesmo tempo com uma imensa pressão dentro de mim pela vontade de evoluir, penei bastante, mas foi aí que aprendi os meus limites e passei a viver a citação de que 'cada um tem o seu tempo e o seu limite'. O tempo passou, e dentro do parkour Maringá fomos crescendo os laços como uma família, um apoiando e auxiliando na evolução do outro, e isso é uma das coisas que mais me encanta dentro do parkour, a parte de não ter distinção, a alegria da superação e evolução, a força e união de uma verdadeira família.
  No decorrer desses três anos, tive várias interrupções, tanto as lesões quanto aos desânimos repentinos... Em 2009 comecei a prática de patins inline (manobras com patins), me senti muito realizada pela emoção de executar as manobras, porém até eu alcançar esse objetivo de conseguir realizar as manobras, acabei lesionando meu punho direito devido às quedas frequentes na prática, o que desencadeou uma tendinite que eu não tratei e acabei forçando mais, o que resultou um tempo maior de descanso... Por fim, me desanimou bastante. Após a melhora voltei, mas não com o mesmo ânimo, o que resultou cerca de mais três meses de treino e um outro período parada, e foi-se seguindo durante um tempo, até que parei e revisei o quão o parkour foi/é importante na minha vida, e tudo que ele me proporcionou.
  Através do parkour eu adquiri a paciência, aprendi a focalizar meus objetivos, me esforçar... E o mais importante foi o lidar com o medo, não me ausentar dele, mas sim aprender a utiliza-lo ao meu favor.
  Hoje, eu posso afirmar com toda a certeza e alegria, o quanto o parkour me fez evoluir tanto como pessoa e traceuse e afirmar que achei a minha filosofia de vida, e posso dizer, que eu amo o Parkour.

"Our goal isn't for it to be spectacular, to show off, or to gain respect. We merely do this for self gain and to help each other grow mentally and physically, to break our limits, and to be able to flow; just as the water does."

(PKFR International)

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