Apenas o registro de como foram as doações em alguns estados. Gostaríamos de agradecer a todos que participaram (doando, apoiando e fazendo o registro do dia).
Acredito que qualquer atividade que executamos, se a queremos bem feita, essa nos exige dedicação, uma certa doação para vencermos a paciência e as frustrações de uma melhoria que não ocorre do dia para a noite. Embora seja algo que a atenção deve estar ligada no máximo, e alguns dizem se desligar do mundo enquanto treinam, o parkour consegue ser algo que fica melhor e mais divertido quando se treina com os amigos. O outro ajuda no que você tem medo, naquilo que você ainda não consegue fazer, fornecendo a experiência, orientação e inspiração para alcançar o desejado.
Uma vez eu escrevi que o parkour me permitiu abrir os olhos sobre coisas que ocorrem na minha cidade, tanto boas quanto ruins. E ajudou no desenvolvimento do companheirismo além do treino. Porque só ser legal com quem treina comigo era muito pouco, por que não levar isso para outras coisas?
Foi assistindo a um vídeo do David de Recife que me deu aquela vontade de mobilizar alguns amigos para a doação de sangue. No vídeo, David se preocupou com os bancos de sangue que estavam com os estoques baixos. Ele jogou a bola para que eu, Tatiana, fizesse algo no Rio. Na mesma hora convoquei as meninas para pensarem na ideia de realizar doações em outras cidades. E elas toparam de imediato.
Quando lançamos a campanha, o bacana foi ver que pessoas de algumas cidades toparam a ideia e chamaram a responsabilidade para si. As pessoas adotaram a campanha e convocaram os amigos para participar. E isso é absurdamente válido! Isso demonstra o companheirismo além do treino, demonstra uma postura de ajuda ao próximo que você nem conhece, mas tem certeza de que necessita da sua doação.
Só fico triste ao perceber que tem gente que pelo medo da agulha deixa de doar sangue. Sendo que quando as mesmas encaram um muro alto, uma precisão distante, ou qualquer outra coisa em um treino, o medo motiva a vontade de enfrentar aquilo e obter uma vitória pessoal. Eu não gosto de agulhas, mas entendo que ao enfrentar a agulha, eu permito a vitória de outras pessoas.
Marcamos aqui em Vitoria às 9 horas no Hemoes, eu sabia onde era o Hemoes mas não sabia onde descer do ônibus, pedi ao cobrador que me avisasse, mas adivinhe so, ele esqueceu de mim. No momento que eu me vi já estava em outro bairro de Vitória, bem distante, isso meio que me frustou. Eu sabia que alguns meninos chegaram antes da hora pra doar sangue e agora eu iria chegar mais que atrasada. Liguei e contei o que tinha acontecido, os meninos entenderam, mas eu estava muito triste comigo, além de que eu não podia deixar de pensar que da última vez que eu fui doar sangue, e não pude. Desci num lugar qualquer e atravessei a rua, foi ai que começou a saga de dar sinal pra todos os ônibus e perguntar se passava no Hemocentro, devo dizer que eu cheguei muuuito atrasada. Nos estávamos em 5, mas infelizmente só 2 puderam doar, e desses dois eu fui uma :) Foi a primeira vez que eu doei sangue, mas eu não tenho medo de agulha, então pra mim foi bem tranquilo. O outro menino que doou comigo foi o Rodolfo. Achei linda a atitude dele, porque ele tem medo de agulha, dava pra ver nos olhos dele o quanto ele estava tenso na hora de doar, mas ele ficou lá olhando pro lado, todo nervoso, até o final. Parabéns Rodolfo, como disse a enfermeira, pensa que você acabou de salvar 3 vidas.
Aqui em João Pessoa, Paraíba,
convoquei todos os meus amigos que treinam Parkour para participarem da doação.
Sempre tivemos em mente que a atividade que fazíamos tinha também como intuito
ajudar as pessoas. Alguns já tiveram a oportunidade de fazer isso na prática,
eu não. Logo que as meninas vieram com a ideia da doação, me empolguei muito.
Pensei que essa seria uma oportunidade de fazer algo bom por outras pessoas e
que estava aliado ao Parkour. Infelizmente, o pessoal daqui não pôde ir.
Tatuagem, anemia e falta de peso estavam entre os motivos. outros
amigos, mas na data que marcamos somente Raisa confirmou a ida, era uma sexta. Infelizmente
ela acabou tendo uns problemas de última hora e não conseguiu comparecer também. Resultado, fui
doar sozinha. A princípio, iria doar para uma pessoa indicada por Lany, que
faria uma cirurgia em breve e precisaria do sangue. Quando cheguei no
hemocentro daqui, ela me ligou avisando que a pessoa não precisaria mais, pois
já tinham conseguido o suficiente. Fui doar então como voluntária. Nossa, o
pessoal de lá foi muito gentil. Desde a recepção até o ambiente da coleta, o
tratamento que recebi foi excelente e isso, de certa forma, me deixou muito
mais calma, pois embora eu não tivesse medo de agulha, o fato de me furarem me
deixava meio tensa. Enfim, tudo correu bem e eu saí de lá com um sorriso no
rosto, porque sabia que havia feito algo bom. Lamento o fato de meus amigos não
poderem doar, mas fico feliz porque essa ideia acabou chamando a atenção do
time de Rugby do qual participo, e agora vamos juntar uma galera para voltar lá
e ajudar mais pessoas!
Aqui em Fortaleza marcarmos uma semana após a data "oficial da campanha". No começo da ideia, meu apoio foi 100% mas admito que não estava completamente convicta de que conseguiríamos "tocar" a maioria dos traceurs, ou até mesmo que conseguiríamos o apoio de todos. No entanto para minha surpresa e imensa alegria, logo no início da divulgação conseguimos o apoio, a divulgação e principalmente: a confirmação de todos os traceurs! Mas isso não significa que foi fácil assim, porque na verdade não foi. Os problemas começaram a surgir. "Parar um treino de sábado pra ir ao HemoCE doar sangue e ter que ficar o dia inteiro sem nenhum salto?" Foi esse, o primeiro problema. A resposta e solução para esse problema estava na ponta da língua, e para minha surpresa já estava na cabeça de alguns, e para minha segunda supresa e alegria, no final de semana antecedente a doação me surgiram com a ideia de lançar uma "mão esquerda" a campanha, foi aí que colocamos o: "Leve um amigo para doar por você". A empolgação foi maior, e os números de confirmações no evento que fizemos no facebook aumentaram cada dia mais. Isso só aumentou a empolgação dos traceurs, e implantou na cabeça daqueles que não queriam "parar o treino de sábado" que Parkour não se faz somente na ponta do tênis. Mas os problemas não pararam por aí, começaram a surgir "desencontros" no horário e data da campanha. Foi aí que surgiu a solução e, acredito eu, o maior aprendizado que essa campanha deixou aqui em Fortaleza. "Tínhamos o sábado, o domingo e a semana inteira para fazer a doação, a campanha surgiu em um dia x mas a iniciativa de Traceur poderia e deveria se concretizar em qualquer dia, e ela não podia deixar de ser concretizada." E foi! As doações foram feitas no dia marcado, e após o dia marcado. A maior parte dos traceurs se fizeram presentes, até mesmo aqueles que não poderam fazer a doação estiveram lá. Aqui em Fortaleza, o medo de agulhas, a gripe, a falta de tempo...não foram empecilhos para fazermos valer a pena sermos chamados de Traceur. Como estamos repetindo por aqui, nesse dia muito mais que em qualquer outro, demos nosso sangue no treino, literalmente.
Eu sempre quis publicar um texto falando sobre lesões. Enquanto não consigo um fisioterapeuta que esteja com tempo para escrever sobre o assunto, vale uma olhada no vídeo mais recente da Kat do México para pensar sobre o tema.
Existem razões, motivos, sentimentos, momentos e existe algo que envolve tudo isso. É aí, que começa o "Ame sua missão"!
Você não dá um passo sem ter um motivo, não abre um sorriso sem ter um porquê. As coisas acontecem por si só, no entanto elas seguem em frente por uma razão.
No Parkour isso não é diferente. E aqui chamamos isso de "Amar sua missão".
extraído do vídeo "WE'LL BE TOGETHER - Ame sua missão"
- Quando falei com a Tati sobre postar a Filosofia por trás do "Ame sua missão", vi que não podia fazer isso sozinha. Ao conhecer meninas de outras cidades, estados, vi que poucas conheciam o nosso tão importante "Ame sua missão". Não é exagero falar que essa nossa afirmação tomou o lugar do tão escrito e solto "Ser forte para ser útil". Foi aí que percebi "Não posso escrever sobre algo tão importante, sozinha. Seria egoismo da minha parte!" Partindo desse fato, reuni alguns depoimentos de Traceurs que tive a honra de conhecer, treinar e perceber quanta essência possuem.
Então pare aê pow, presta atenção e extraía a essência!
"Pelo que pude observar e sentir, o Ame Sua Missão tem como fundamento expandir a união
entre os amigos/praticantes e o amor pelo que você faz. Essa é uma característica essencial
que os cearenses possuem, de movimentar-se com boas lembranças, bons sentimentos, sentir
a parte espiritual mesmo do local e da movimentação. Saber entender qual o propósito que te
leva a seguir. Existem
pessoas que se importam muito com você se um dia as coisas estiverem difíceis,
lembre-se que sempre poderá contar com Deus e seus amigos que são a família que você
constrói ao longo da vida. Porque sangue é apenas um símbolo."
Paulo Henrique Duracell - Pe
"O ame sua missão propriamente
dito, é nada mais nada menos que saber o simples e grande valor das coisas, o
prazer em um abraço do amigo, um “parabéns você conseguiu ou vai lá que sei que
você tem capacidade”, é descobrir que sua luta por ela é constante e
sempre trará respostas positivas, que a alegria de fazer outra pessoa aprender
a amar a missão dela através da porta que a sua proporcionou é sem igual,
e que nunca serás pequeno demais para não ensinar e nem grande demais para aprender!
AME SUA MISSÃO, e saiba que
abandona-la, é abrir mão da sua e deixar os que poderiam amar também,
desacordados.
PAZ!"
Rodrigo Florencio - Rn
“AME SUA MISSÃO”, na verdade é algo simples de
transpassar para os que vivem em sintonia e realmente amam o que fazem. Refiro-me
a todos os verdadeiros praticantes de Parkour e/ou freerunning, que treinam por
amar a arte de se movimentar.
Eu vi pessoas que mudaram de
personalidade depois de conhecer o parkour, eu conheci pessoas que já foram
orgulhosas e hoje são humildes, eu vi pessoas dando um novo sentido a palavra
amizade, eu vi pessoas realmente ligadas por um laço muito forte criado durante
os treinos, e com essa soma de qualidades encontrei forças mais que o
suficiente para enfrentar minha lesão (que aconteceu no dia 10 de Janeiro desse
ano 2012, quando sofri uma fratura na clavícula esquerda, fiquei 2 meses em
total repouso e recuperação, cheguei a achar que talvez não voltaria a treinar
com 100% de reabilitação) com mais dedicação, devo parte da minha recuperação
aos amados irmãos que estiveram no evento “Ame Sua Missão”
Thiago Silva - Ac
Parkour no inicio veio como uma brincadeira
de se divertir de rever e viver coisas novas e estar sempre com amigos, de lá
para cá o Parkour veio a se desenvolver constantemente na minha vida sem menos
perceber, uma história um pouco longa e meio cheia de altos e baixos. Meu foco
no inicio era apenas treinar, viver algo novo e aprender e assim passar
adiante. No entanto ao passar dos anos fui entendendo algo a mais. “Saltar”
todos fazem, agora descobrir o valor, poucos possuem esse imenso prazer. Bom
estou falando de algo vivo, uma disciplina que me mantem vivo forte e eficaz.
Aquilo que veio como brincadeira, agora é algo sério, vivo e que me liberta a mente.
Muitas vezes se limitamos mais não sabemos o porquê, apenas é algo que nos
prende e não nos deixa ver que somos todos capazes! Parkour pra mim, hoje, é tocar
no muro e sentir uma paz, uma verdadeira essência, é sentir o movimento antes
de executá-lo, sentir alegria de poder presenciar a evolução de um amigo ou colega
de treino. Usufruir de tudo, essa é a palavra que devemos usar sempre! Que tudo
que te faz bem se torne um hábito e te alimente a ser melhor a cada dia e
treino. Através de pessoas, treinos, vitórias e derrotas pude aprender o que é
"Amar minha missão". Palavra que poucos entendem e vivem! Palavra que
me trouxe visão, foco, verdadeiro valor do Parkour, essência de vida que pouco tinha
amor ao próximo, respeito, atenção, relevância a coisa que não nos edificam.
Para mim, entender essa tal disciplina que falo e vivo hoje, passei por
barreiras e dificuldade assim como qualquer outra pessoa, sou homem falho,
medroso às vezes, duvido de mim mesmo, mais a sede sempre é maior. Agindo
sempre com atitudes, palavras, ações de afeto, sem espera nada em troca! Isso
veio a me alimentar e me deixar cada vez mais forte e com mente aberta.
Unifiquei essa essência pela vida e pelo Parkour. Hoje busco simplicidade em
poucos detalhes! Para mim, o Parkour agrega seus valores, não é
apenas “Ser forte pra ser útil” ou “Ser e durar” sem nem ao menos
entender o valor da vida. Primeiro precisamos buscar esse tal valor de se mover,
apenas respirar é uma dádiva dada por Deus. Precisamos entender o que é ser
simples, “os momentos mais simples são os mais marcantes”.
Quero lhe relembrar isso que vivemos é para
toda vida, não precisamos estar relatando o que vivemos, apenas precisamos
viver e sentir. Estou a relatar isso por graças a Patrícia Brisa, devo a ela um
dos maiores valores da vida “apenas sorrir isso basta”, atitudes sempre sem
espera nada em troca, afinal somos culpados pelo que cativamos sempre. Hoje amar
minha vida quer dizer amar minha missão, como homem e como traceur. Hoje busco
o que meu coração deseja! Porque hoje me conheço e digo para todos os traceurs,
se conheça primeiramente pra você poder entender seu corpo sua mente e mais
adiante seu movimento e assim jamais restaram duvidas e medos. Se não estiver
no teu foco, alimente e se prepare. Seu corpo e sua mente irão lhe mostra
naturalmente o que estais preparados e hápito a executar. Sem mente preparada o
corpo jamais será forte. Entenda que existe o que se move e os que são movidos!
Objetivos e focos abrem a mente e o corpo flui por si, sempre com cautela e
respeito. Apenas minha missão me fez chegar a muitas definições pessoais.
Existe algo além da movimentação que não posso definir. Se também és um traceur
e tem o privilégio de descobrir, busque o que seu coração deseja e o que você
ver que seu corpo precisa, dedique ajuda sempre. “Deixo a todos o meu “Ame se
mover, ame sentir e alimente essa disciplina”, pois viva ela sempre será”. Ame
sua missão...
Fale um pouco sobre você:
EU?
Ah... Costumo fazer uso do talento alheio para descrever melhor
pensamentos/sentimentos e creio que para este caso, dois Renatos cairão
bem:
"Sou caipira pira pora Nossa... Senhora de Aparecida... " (Renato Teixeira)
"Sou um animal sentimental me apego facilmente o que desperta o meu desejo..." (Renato Russo)
Sou
Pedagoga formada, porém após 10 anos trabalhando na área, resolvi mudar
meu campo de atuação e hoje gerencio um restaurante de FastFood - é...
cumprir o desafio da alimentação que a Ju de Betim propôs não foi nada
fácil.
Sou mãe, daquelas que são chatas e com um estilo irritante. Também sou a
feliz proprietária de um ENORME coração que ama MUITO a família, os
filhos, as noras e os amigos; cada um de um jeito, conforme o
pisca-pisca da vida me permite.
Há quanto tempo você treina?
Iniciei minha prática no Parkour em Agosto/2009.
Como você conheceu o parkour?
Sinceramente
não me recordo exatamente como encontrei o Parkour; mas sei que assim
que o
descobri, logo fui pra internet fazer pesquisa sobre o assunto. Entrei
em contato com uns e outros, e quase parei antes mesmo de começar. Até
que procurei praticantes aqui em Taubaté mesmo; foi quando tudo
começou...
O que você viu no parkour?
"Senta
que lá vem história..." [rsrs] Devido minha separação, comecei a busca
por uma atividade física para fazer juntamente com meu filho (que na
época tinha 6 anos), para que pudéssemos estreitar nossa relação e
extravasar/superar juntos a situação. Qualquer esporte que eu analisava,
mesmo que inicialmente ficássemos na mesma turma, logo ele
estaria anos-luz de distância de mim no quesito evolução; ou seja, em
pouco tempo estaríamos em turmas separadas! Como essa não era minha
intenção, logo nem nos matriculava e/ou inciava qualquer esporte. E
assim foi até eu "trombar" com o Parkour; onde, por mais evoluído que
ele - meu filho - esteja, SEMPRE treinaremos juntos, um auxiliando o
outro. Piegas? Nem...
O que o parkour significa para você?
Não
creio que uma palavra ou expressão seja cabível no significado do
Parkour em minha vida. De superação, não apenas das dificuldades na
prática em si, mas também das dificuldades na aceitação (interna e
externa) de um modo geral; a quebra de pré conceitos que até então eu
julgava não existirem.
Sinceramente não creio que o Parkour seja religião/verdade absoluta, nem
filosofia, muito menos como muitos simplificam: "a habilidade de ir do
ponto A ao ponto B do modo mais rápido e eficiente". Mas de uma coisa eu
tenho certeza: o Parkour, com seu "ser forte para ser útil" veio
preencher certas lacunas sobre o que
penso/pratico em minha vida.
Quais foram os seus maiores desafios quando você começou a treinar parkour?
Nossa... são tantos...
O maior de todos é o danado do pensamento "eu não consigo". No meu 1º
dia de treino, lembro de ter ficado ilhada a menos de 2 metros de
altura. Hoje eu rio disto, mas na hora eu quase chorei. Outro desafio, e
este creio que foi um desafio em grupo (o que inclui os meninos daqui
da cidade que me auxiliam), foi a discrepância de idade e realidade; que
eram gritantes. Tal diferença
ainda existe, mas hoje deixou de ser um obstáculo, e parou de gritar -
rsrs.
Uma cidade pequena, porém com pessoas maravilhosas e a praça... nem se fala! A cada edição de workshops realizados na cidade de Cornélio Procópio (PR), realização da Faculdade Dom Bosco, a emoção tem aumentado!
É notável a nossa evolução tanto em didática quanto em organização. Nesta edição tivemos a magnifica união de catarinenses, um paulista e nossos puladores daqui da região fazendo do workshop praticamente um mini-encontro onde mais do que ministrarmos aos iniciantes oficinas de educação corporal no parkour, trocamos experiências dentro do parkour, de movimentação e de como lidar com grupos diferenciados de pessoas, tais como crianças e o sexo feminino.
Confesso que se fosse pra eu dizer tudo o que aconteceu ou que senti naquele dia.. passaria o resto da noite a escrever. Mas, só quero agradecer de coração toda a alegria que me proporcionaram, a experiência que tive em passar o parkour às crianças foi de imensa responsabilidade e evolução interior para mim. As pessoas com quem tive contato só tenho a dizer que fiquei vislumbrada de como o parkour age em nosso meio, transformando primeiros encontros em como se eu já nos conhecêssemos há anos !
O que guardei daquele dia não foram apenas fotos e lembranças, foi o amor que floresceu por cada um que compareceu, e muito mais pelas minhas crianças! Agradeço ao Profº e Tracer Luiz Oliva pela organização do evento¹ e a todos que puderam comparecer, e digo mais: o evento não foi bom pela organização² e sim pelos participantes! (hahaha)
E a única coisa que peço é que... continuemos nesse flow! E sempre melhorando mais a cada dia!
Ficou preocupado com a situação? Que tal sair da zona de conforto? Então, a ideia é de nos mobilizarmos para doar sangue nos hemocentros de nossas cidades. Para quem não sabe, cidades como o Rio de Janeiro estão com os estoques baixos de sangue, o que impede o atendimento e tratamento de muitas pessoas que precisam.
Bem, a ideia não é nova. No ano passado eu conversei com algumas pessoas e o Duddu, que tem medo de agulha, disse que apesar da atitude nobre muitas pessoas não participariam por terem medo de agulha. Eu me pergunto se as pessoas têm medo de fazer o bem, ou que não conseguem se colocar no lugar de que a pessoa que depende desse sangue poderia ser ela ou uma pessoa próxima (amigos ou parentes). E eu não consigo ver o discurso de ajudar no desenvolvimento de um iniciante apenas para o parkour, ele deveria ser levado para a vida.
Há algumas pessoas que são de Igrejas que não concordam com a doação de sangue. Bem, tenho certeza de que vocês (que não podem por essas razões doarem sangue) conhecem outras pessoas que são de outras crenças e que querem doar sangue. Então, divulguem a campanha para esses amigos.
Mas, só as meninas poderão participar da campanha?
Claro que não! A campanha é para TODOS que quiserem participar. Então, vamos reunir amigos, parentes e namorados para participar disso?
Que dia seria?
Sábado, dia 2 de junho.
Como doar sangue?
Vale lembrar algumas informações aos que querem doar sangue. As informações abaixo foram extraídas do site do HemoRio (http://www.hemorio.rj.gov.br/). Mas, vale olhar o site do HemoCentro da sua região ou ligar pedindo informações sobre doação de sangue. Alguns podem não aceitar doação de sangue de menores de idade, etc.
• REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAR SANGUE- Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional) - Estar bem de saúde - Ter entre 16 (*) e 68 anos (incompletos) – (*) jovens com 16 e 17 anos podem doar com autorização dos pais e / ou responsáveis legais. O modelo de autorização pode ser adquirido no site do Hemorio - Pesar no mínimo 50 Kg - Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação
• ALGUMAS SITUAÇÕES QUE IMPEDEM PROVISORIAMENTE A DOAÇÃO DE SANGUE: - Febre - acima de 37°C - Gripe ou resfriado - Gravidez atual (90 dias após o parto normal e de 180 dias após a cesariana) - Amamentação (até 1 ano após o parto) - Uso de alguns medicamentos - Anemia - Cirurgias - Extração dentária 72 horas - Tatuagem: 01 ano sem doar - Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina - Transfusão de sangue: impedimento por 01 ano
E como saber quem participou da campanha?
A ideia seria que todos que abraçassem a ideia, enviassem fotos do dia da doação para o e-mail do blog (parkourfem@gmail.com).
E, aí? Mãos à obra, quer dizer braços esticados para a doação?
Semana passada me perguntaram: “Por que você treina parkour?”
Bom, a verdade é que eu já tinha em mente várias respostas para essa pergunta. Decidi, então, fazer delas um post. Vou começar bem do início mesmo pra inteirar os leitores do blog a respeito do assunto.
O que é parkour?
Parkour, ou Le Parkour, vem do francês parcours, que significa percurso. É uma atividade física (muita gente vê como esporte, mas eu prefiro o termo atividade física, ou a arte do movimento) que consiste em ultrapassar obstáculos da forma mais rápida e eficiente possível, usando apenas o seu próprio corpo, de maneira fluida e com a mínima interrupção do movimento.
Ah, é aquele povo que pula prédios, né?
Muita gente reconhece os praticantes de Parkour (Traceurs, no masculino, e Traceuses, no feminino) como “pessoas que pulam prédios” ou “pessoas que ficam pulando de um lugar para o outro”, o que é uma visão muito limitada do Parkour.
É claro que a atividade vai muito além disso. Você tem que superar obstáculos, respeitando os seus limites e seu corpo. Você passa a interagir com o ambiente à sua volta de uma maneira que você nunca interagiu antes. Os obstáculos não são mais coisas das quais você desvia ou tem medo, mas coisas que você sabe que você consegue superar, ou que você pode treinar até conseguir superá-los. Você interage com eles como se eles fossem parte do seu corpo. Eles deixam de virar ameaças, e viram oportunidades.
Tá, mas o que tem de legal nisso?
Tudo, absolutamente tudo. Como eu já disse, você muda a forma de encarar o ambiente ao seu redor. E você também muda a relação que você tem com o seu próprio corpo. Como eu li num blog uma vez, é como se você estivesse a vida toda no piloto automático e, de repente, tivesse o controle sobre o seu corpo. Foi exatamente o que eu pensei quando comecei a praticar.
Como eu comecei a treinar
Comecei a me interessar pelo Parkour quando tinha uns 15, 16 anos. Eu não lembro exatamente como eu fiquei conhecendo, só sei que dei uma “googlada” e achei esse blog. Obviamente, eu achei muito bacana e comecei a treinar uns movimentos básicos em casa, como o landing. Mas eu não sabia exatamente como começar, não tinha força para fazer alguns dos movimentos intermediários e não conhecia ninguém que praticava. Aí eu meio que deixei a ideia de lado.
O tempo passou,e em 2009 conheci um amigo que treinava. Na época eu estava com tantas coisas na cabeça (entre elas a faculdade) que a ideia de treinar já não me animava mais.
Nos anos seguintes (2010, 2011) ele me chamou pra treinar umas vezes, mas eu não ia por já ter outros compromissos ou por outros motivos quaisquer.
Foi só no final de 2011 que eu, fazendo a minha listinha de promessas para 2012 (mentira, eu não faço listinha de promessas.), decidi que estava na hora de fazer algo legal por mim mesma. O meu problema com as atividades físicas eram os mesmos de todo mundo: não conseguia “empolgar” com nehuma. E, quando achava alguma legal e pessoas legais pra fazer junto, não podia por causa do horário, da falta de dinheiro… Enfim, eram sempre vários fatores somados que deixavam tudo mais difícil.
No início de janeiro, falei com o Flávio que ele estava me devendo um treino. Conseguimos marcar um nos corrimões do auditório do ICB, na UFMG.
Foi a partir daí que a minha vida mudou pra sempre.
O progresso
Eu comecei do zero, praticamente. Estava há vários meses sem fazer uma atividade física regular, levando o ritmo de vida sedentário de pessoa que mal andava do estacionamento da faculdade pra sala, e ficava a noite inteira no computador.
Eu comecei treinando o básico, e quando você começa a treinar parkour, não adianta querer sair do primeiro treino já sabendo vários vaults e subindo muros, a menos que você já esteja praticando outra atividade física há muito tempo, e já tenha um preparo físico considerável.
Comecei do mais básico: a queda. Estávamos treinando cair de uma altura de mais ou menos 120 centímetros. Pensei: “Ah, isso é fácil”. Fui lá, e foi quando eu caí eu vi que eu não tinha quase nenhum controle corporal. Claro, depois de umas 5 ou 6 quedas comecei a cair mais “certinho”, sem cair pra frente depois, e fazendo pouco barulho.
Uma coisa eu posso dizer: eu não tinha quase nenhuma força nos braços. Comecei a treinar nos murinhos que tenho em casa também, e vou confessar que os primeiros treinos me deixaram morta, acabada. Pernas, braços, barriga… tudo doía.
Mas com o passar do tempo, percebi que o que antes eu fazia quase morrendo (como subir no murinho e ultrapassá-lo) já não estava mais sofrido assim. Nas férias, passei a treinar quase todos os dias. Comecei a fazer flexões no banco da praça, depois de joelhos, e agora já consigo fazer flexões normais. Ganhei um notável aumento de força nos braços, e nas pernas também. Quando eu tentava subir um muro mais alto, minha barriga doía horrores e eu tinha que soltar do muro pra ela parar de doer. Comecei a fazer abdominais, e depois de uma semana ela não doía mais quando eu tentava escalar. Eu nunca iria imaginar que escalada requer força no abdômen.
No meio do caminho havia uma pedra, e eu a ultrapassei.
Obviamente, no início eu me machuquei. Mas não machucar de quebrar osso, fraturar nem nada. Coisa boba – batia a perna aqui e ali. Mas isso só acontecia quando eu queria ir longe demais, além do que as minhas capacidades físicas permitiam. Não adianta querer pular de uma distância que você não vai conseguir, ou fazer um movimento que exige uma força que você ainda não tem. O progresso vem com o tempo, e é preciso ter paciência – e treinar, treinar, treinar, treinar.
As coisas que eu mais gosto no Parkour
- A sensação que você tem ao conseguir fazer uma coisa que você, antes, pensava que não ia conseguir fazer nunca
É recompensador treinar pra fazer um movimento e, depois de muito treino duro, conseguir. Subir num muro que você queria subir há tempos, fazer um precision que antes era difícil pra você, fazer um lazy perfeito com a mão que você tinha mais dificuldade.
É uma das melhores sensações que o parkour me proporciona.
- Liberdade de Movimento
No parkour é você contra você mesmo (ou você a seu favor!). Não adianta, a única pessoa que vai fazer o que você quer é você mesmo. Você pode ter ajuda, mas no final se você conseguiu é porque você fez. O mérito é seu.
Com isso, também vem duas coisas que eu gosto: o fato do Parkour não ser competitivo. Nenhum traceur fica competindo com o outro pra ver quem pula mais alto, quem corre mais rápido. É você, o seu corpo, os seus limites. A outra é que é uma atividade livre, portanto você pode treinar onde você quiser (dada as devidas limitações), fazer o movimento que você quiser na hora que você quiser. Não há um campo demarcado, nem ninguém pra te obrigar a fazer um movimento, nem ninguém pra te repreender se você fizer errado. Por outro lado, se você treina em grupo, com certeza vai ser estimulado a tentar, e, quando conseguir, vai receber elogios e comentários motivadores.
- Você consegue sentir que está progredindo
É muito bom se sentir mais forte, mais capaz, mais rápido a cada treino. E sentir também que você pode ajudar um traceur a progredir tanto quanto você.
O que eu ganhei com o Parkour
- Mais auto-estima;
- Mais confiança;
- Mais generosidade;
- Maior controle corporal;
- Força física;
- Resistência;
- Amigos.
Coisas que mudam depois que você vira um Traceur
- Você começa a achar um desperdício de tempo (e de energia também!) ficar esperando um elevador subir lá do primeiro andar pra te buscar no terceiro e te levar pra lá para o primeiro de novo.
Afinal, ir de escadas é muito mais rápido.
- Você traça uma rota de fuga da janela do seu quarto, da sua casa, do seu local de trabalho.
- Ao conhecer lugares novos, você já fica imaginando que movimentos pode fazer nele.
- Você sabe que, se você estiver um labirinto, você sai dele em 2 minutos.
- Se acontecer um apocalipse zumbi, suas chances de sobrevivência são grandes!
Concluindo…
Parkour é uma atividade muito boa de se praticar, porque ela envolve não só o treino físico, mas também o treino psicológico. É mais do que uma atividade física, é uma filosofia de vida. Qualquer pessoa de qualquer idade pode praticar, e o melhor é que você não precisa gastar horrores pra começar. Basta colocar uma roupa leve, caçar tênis e treinar!
Aos que acompanham o blog... O Jean de São Paulo está escrevendo um artigo sobre parkour e precisa de respondentes. Respondam com atenção e, se puderem, repassem a outros praticantes de parkour. Nas palavras dele:
"Pessoal, estou fazendo uma pesquisa para a universidade buscando compreender a opinião dos praticantes de Parkour acerca da esportivização do mesmo. Peço por favor que respondam, passem pra todos os amigos, comunidades, grupos e etc - assim teremos um panorama nacional bem representativo para saber o que de fato querem os praticantes!"
Até agora me pergunto por que esta indicação de blog não apareceu antes por aqui. O trabalho que a rapaziada faz no Distrito Federal é bem bacana. E vale a pena saber o que é a Movimente e o que a mesma tem realizado, principalmente se você está pensando em ir ao ParTour deste ano.