domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ajustar o foco, renovar a força, manter a fé.




Parkour nos ensina que somos mais fortes do que um dia imaginávamos ser. Parkour nos ensina a "ser forte para assim ser útil". Parkour nos ensina a não desistir na primeira queda, no primeiro cansaço. Parkour nos ensina muita coisa e, acredito eu, sempre tem a nos ensinar. Mas, tem algo que há poucos dias percebi e quero deixar para vocês, algo que o Parkour me ensinou, em um momento que achei não ser possível aprender nada.
"Para muitas pessoas Parkour é levado apenas como parkour, como um hobby. Eu considero o Parkour meu ponto de equilíbrio, como já disse a vocês. Mas, muito mais do que isso: considero os integrantes do Parkour minha segunda família. E família precisa ser preservada, cuidada, precisa de atenção."
Você chega ao treino coloca sua mochila no chão, fala com seus amigos, treina... chega ao final do treino e vai para casa. Isso está errado!
Ser uma traceuse, antes de tudo, é levar o parkour a sério. E levar a sério é levar no coração. Aqui em Fortaleza chamamos isso de "Amar sua missão!".
E é isso que quero passar pra vocês, hoje. Amar a missão de vocês! Passar pra frente, sem se esquecer de quem lhe ajudou na sua primeira precisão. Sem levar isso como um hobby.
Assim como no Parkour, a vida às vezes cobra mais força do que nós temos. E é bom nessas horas ter em quem se apoiar. É bom ter alguém pra pegar na sua mão e dizer "Tô contigo, vai lá."

Digo isso, meninas, porque recentemente perdi um amigo, um companheiro de treino, um irmão! Por isso, quero abrir os olhos de vocês: Parkour é uma família, e família é pra sempre! Quero usar minha dor não só pra me fortalecer, mas para fortalecer a todos ao meu redor.

Parem, um segundo. Será que vocês ainda lembram daquela pessoa que lhe ajudou na sua primeira precisão? Ou será que você se dedicou tanto ao parkour que deixou aquela "mão" que lhe ajudo tanto, de lado? Será que no treino de hoje, você disse o quanto ama cada um dos seus amigos? Será que é difícil fazer isso? Não, não é.

Expressar o que você sente, é ser quem você é. Ser quem você é, é ser traceuse. Ser traceuse é amar sua missão. 



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