sábado, 11 de fevereiro de 2012

Parkour Feminino – 5° Encontro Cearense de Parkour

Por Patricia Brisa, publicado em http://marolando.tumblr.com



Expectativa foi o que predominou durante todos os dias que antecederam o Encontro Cearense. A ansiedade de conhecer e fazer novas amizades, a sede de um aprendizado de fora e principalmente a chance de ver e sentir a força do Parkour Feminino em outros estados. Nos preparamos fisicamente. Psicologicamente foi impossível, pois como eu disse a ansiedade tomou conta de cada uma.



É chegado o grande dia! Apresentações feitas partimos para a “roda de conversa”. Como sempre fazemos aqui em Fortaleza pouco antes do treinos. Ouvimos o nome, a idade e a visão de Parkour de cada uma! No entanto, nada melhor do que um treino visto para poder ver o jeito, a disposição e essência de cada uma, não é?! Partimos para o treino. Leve, tranqüilo e acima de tudo com bastante aprendizado. Não posso dizer que uma menina se destacou ou que uma ficou de fora. O individualismo predominou bem como os laços permaneceram. Vimos machucados entre as meninas, mas não foi isso que se destacou. O destaque ficou para a força de vontade que vimos. Uma das frases que posso destacar desse encontro é a seguinte: “Cada uma tem seu tempo, e só porque seu tempo não chegou ainda, não quer dizer que você tenha que desistir”.

Pois não existe meio Traceuse, se você está no Parkour, você é Traceuse. Venhamos e conhevenhamos, por mais apoio que temos, não é fácil.

E como meu grande amigo Ricardo Farias disse: “Estamos vivendo um novo Parkour, um Parkour que se importa com o próximo, com a evolução ao invés da fama.”

Afinal você pode 1, 2, 3, 4, 5... movimentos julgados “difíceis”, mas se você não tiver a essência do Parkour, você não sabe de nada.

O encontro passou, os dias se foram. Mas, o aprendizado que ele deixou em cada uma, acredito eu, que vá durar por bastante tempo. A saudade de laços que fizemos permanece lado a lado do aprendizado que esse encontro nos trouxe. Agora, temos que colocar no nosso tênis direito a saudade e calçá-lo, no tênis esquerdo colocamos o aprendizado e o calçá-lo. Não para pisarmos em cima de ambos, mas para pularmos cada vez mais alto, até alcançarmos o que queremos. Enquanto esperamos um novo encontro, novos laços, novos aprendizados.



Pois Traceuse que é Traceuse não pára, espera. E aprende enquanto espera.

Aloha a todas.

Patricia Brisa
Em nome do Parkour Feminino de Fortaleza-Ce

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